Opinião: “As festas da cidade devem manter o atual figurino?”
NÃO! Desde há vários anos defendo uma mudança na data, na essência e no figurino das Festas da Cidade da Figueira da Foz.
Na data, porque as Festas da Cidade devem comemorar a elevação da Figueira da Foz a cidade, e esta ocorreu a 20 de setembro (a transferência do feriado municipal de 24 de agosto, aniversário da revolução liberal de 1820, para 24 de junho, dia de S. João Baptista, só aconteceu em 1929).
Na essência, porque, embora percebendo e respeitando a matriz católica-romana protegida pela Inquisição de Portugal, há uma excessiva subordinação temática das Festas da Cidade a símbolos, valores e rituais apenas aceites por alguns, cada vez menos e em cada vez menos dias do resto do ano.
E no figurino, alargando-lhes o período para um mês (entre meados de setembro e de outubro, assim começando a combater, finalmente, a sazonalidade do turismo), e acrescentando à história e às tradições a modernidade e a diversidade (com a criação de novas centralidades, direcionadas sobretudo ao lazer, à cultura e ao desporto, numa lógica de fruição do ar livre e de contacto com a natureza, e com a adição às Festas de um “major event” internacional, por exemplo dedicado às tecnologias ou ao desenvolvimento sustentável).
Mas o que é que isto interessa, se o que o pessoal quer é mesmo… fogareiros à porta?!…


