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Opinião: Coimbra fica mais próxima do mundo com a JMJ

17 de às 10h20
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A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) está aí. Será um tempo muito especial e uma oportunidade única para Coimbra e para o País. Só a nossa Diocese de Coimbra vai acolher, de 26 a 31 de julho, mais de 14 mil jovens de todas as partes do mundo. Falamos de cerca de 65 nacionalidades.
Para que tudo isto possa acontecer, a Diocese de Coimbra vai contar com mais de 2.470 voluntários e mais de 2.700 famílias de acolhimento. São muitos os que nestes dias se unem para concretizar esta grande mobilização.
Coimbra é quase sempre apenas uma notícia regional e habitualmente pensa-se na II ou III divisão. Na I divisão raramente e na Champions quase nunca. Somos pequenos e estamos habituados a pensar pequeno. Assim na diocese, assim na região.
Dizem-me que já foi pior, não sei. O que sei é que temos muitos passos por dar. Temos (quase) tudo para fazer esse caminho: pessoas com muitas competências, recursos humanos e logísticos, situação geográfica, história e monumentos… mas precisamos de nos unirmos todos para fazemos algo verdadeiramente grande. Todos é todos.
Essa é uma enorme dificuldade e vai continuar a ser. Falta um horizonte claro e aglutinador no turismo, na cultura, na saúde, na pastoral, na cidade. …Vamos continuar a viver de ‘quintas e quintais’, de guerra pequenas e de lutas inúteis. Quer na política, quer na Igreja – a comunicação continuar a ser um dos maiores problemas.
Esperemos que momentos como a JMJ possam revelar o melhor de Coimbra, da sua capacidade mobilizadora e do seu lado inovador. Há muito a acontecer em Coimbra, há muitas pessoas boas… Mas precisamos de lideranças fortes, de ideias mobilizadoras e de contruir um futuro cheio de esperança a partir das nossas raízes.
Mesmo os não crentes e os ateus, os buscadores e os indiferentes, não podem ignorar a grandeza e universalidade da JMJ.
Como diz o Papa Francisco aos jovens na Exortação Apostólica Cristo Vive (CV): ‘não observeis a vida de uma varanda (…) Tão pouco vos deveis converter no triste espetáculo de um veículo abandonado (…) Não vos convertais em jovens mumificados’ (CV 143 ). Que assim seja!

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