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Opinião: Debate Presidencial

18 de às 11h58
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Os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Lula da Silva realizaram no passado domingo ( 16 ) o primeiro embate tendo em vista o segundo turno de eleições.
Na linha do que aconteceu nos debates anteriores, a discussão entre os candidatos foi essencialmente dominada pelos temas de pandemia, corrupção e fake news, não tendo sido apresentado de forma concreta o plano de governação para os próximos quatro anos.
Lula procurou desgastar seu adversário explorando a gestão do governo federal quanto à questão da pandemia, vidas perdidas na crise sanitária e logística na aquisição de imunizantes, destacando igualmente as obras de caráter social realizadas no seu anterior governo. Reiterou que não privatizará a petroleira nacional Petrobras, tendo mesmo acabado por criticar a gestão do governo petista liderado por Dilma quanto á privatização das distribuidoras da companhia.
Bolsonaro destacou o esquema de corrupção realizado durante a gestão dos governos do PT, aproveitando o nervosismo evidenciado por Lula quando questionado por um jornalista sobre a questão do Petrolão para ganhar alguns pontos do seu adversário. Apresentou o crescimento do país em situações totalmente adversas – pandemia e tensões geopolíticas – como o seu cartão de visita.
Fato curioso foi o surgimento do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro posicionado ao lado do presidente Jair Bolsonaro nas entrevistas finais concedidas a jornalistas. Apesar das divergências (Moro foi afastado do atual executivo por Bolsonaro), Moro mencionou que suportará Bolsonaro contra o projeto de poder do PT, no que poderá ser um aliado de peso de Bolsonaro para explorar um dos pontos mais sensíveis do ex-presidente Lula.
Recorde-se que no primeiro turno os candidatos apresentaram uma diferença de aproximadamente seis milhões de votos a favor do ex-presidente. Para o segundo turno, Simone Tebet e Ciro Gomes, respetivamente terceiro e quarto posicionados no primeiro pleito, manifestaram seu suporte a Lula para o próximo ato eleitoral (o que não significa obrigatoriamente a migração da totalidade dos votos).
Pesquisas eleitorais recentes são reveladoras da polarização e divisão existente no país, com os candidatos a dividirem entre si a intenção de votos dos eleitores, mostrando um cenário pleno de incerteza e colocando reticencias sobre as condições de governabilidade do próximo executivo federal.

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