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Opinião: Deve ser retomado o Festival Internacional do Cinema?

11 de às 09h47
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SIM
Todos temos um filme que revemos sempre. O meu é o Forrest Gump, que me recorda que “a vida é como uma caixa de chocolates – nunca se sabe o que se vai tirar”.
Em 1972, nasceu na Figueira da Foz, o maior festival internacional de cinema do país. Durante mais de três décadas, este emblemático Festival trouxe ao concelho importantes nomes e obras cinematográficas das mais variadas origens. Durante mais de três décadas, a sétima arte tinha o seu epicentro nacional nas nossas salas (desde o Casino, Grupo Caras Direitas de Buarcos, Museu Dr. Santos Rocha), mas também nos nossos cafés e nas nossas ruas, que se enchiam de cinéfilos de todo o mundo.
Até 2002, a Figueira foi a casa do mais importante certame cinematográfico do país. Em 2002, morre o Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz. Em 2002, a Figueira sai de um mapa no qual foi referência incontornável por mais de trinta anos.
Sabemos o que motivou esse fim? Talvez possamos questionar os protagonistas…
O filme seguiu, e esforço para reacender a chama da tradição cinematográfica da Figueira, que outrora alguém apagou, resultou em eventos como o Figueira Film Art ou a pós-graduação em “Cinema e Audiovisuais”, da Escola Superior Artística do Porto, que trouxe o Ensino Superior ao CAE, em 2019, numa parceria entre esta escola e a Câmara Municipal.
Não duvido que a Figueira merece que este filme tenha uma sequela. Mas, como Forrest Gump, aprendi a não tentar prever que chocolate sai da caixa e a temer que possa ser amargo, como há 20 anos, ou sem recheio, ou, até, que saia apenas uma mão vazia.

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