Opinião: “Dom Phillips e o Indigenista Bruno Pereira: Porque se mata na Amazónia?”
A Floresta Amazónica é a maior floresta tropical do mundo, com uma área total de 600 milhões de hectares distribuída por nove países da América do Sul, mais de metade da sua área localizada em território brasileiro.
Heterogeneidade é perceptível no elevado quantitativo de espécies, com cerca de 2500 tipos de árvores e mais de 30 mil tipos de plantas (praticamente insensíveis às mudanças das estações do ano). Amazonas, principal Rio da sua bacia hidrográfica que conta com 20% das águas doces do mundo, é o maior Rio existente em extensão e volume. Fauna amazónica contabiliza mais de trinta milhões de espécies animais, que coabitam com mais de 180 grupos indígenas.
Devido a sua riqueza, várias atividades ilícitas são realizadas na região, relacionadas a mineração, madeireiras, pesca e caça, apresentando-se como forte ameaça na manutenção da sua biodiversidade.
Garimpagem de ouro, tem aumentado nos últimos anos, realizada desde comunidades locais que buscam alternativas de sobrevivência, até representantes de grandes grupos económicos, com processos abertos com requerimento de direitos de exploração minerária em Terras Indígenas. Garimpagem devasta fauna, flora e ameaça sobrevivência de populações indígenas, em razão de desmatamento e uso de mercúrio no processo. Caça e pesca ilegal, gera nos ecossistemas uma redução no número de espécies até a sua extinção, contudo esta economia paralela movimenta recursos vultosos e abastece as principais cidades da região.
A extensa rede hidroviária existente é usada tanto por garimpeiros, madeireiros, contrabandistas quanto por traficantes de droga, que utilizam os rios para abastecer principais cidades brasileiras, criando laços para afastar quaisquer olhares indiscretos.
Jornalista Dom Phillips e o Indigenista Bruno Pereira, foram mais um triste acontecimento perpetuado pelo crime organizado, tendo dedicado parte das suas carreiras a contar histórias sobre a Amazónia, sensibilizando poder político, opinião pública e comunidade internacional para a situação degradante da Amazónia.


