Opinião: “Eleições Presidenciais e visita do Chefe de Estado de Portugal”
A pouco menos de três meses das eleições Presidenciais no Brasil as máquinas partidárias intensificam as suas ações para convencimento do eleitorado indeciso. Após as desistências para a corrida ao Palácio do Planalto do ex-Governador do Estado São Paulo, João Dória, e do Ex-Ministro de Justiça, Sérgio Moro, a luta para a Presidência entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva promete esquentar ainda mais nesta reta final de campanha. Pese embora o facto de a distância para o pleito eleitoral ainda ser considerável, as sondagens sugerem uma tendência clara de voto a favor do Ex-Presidente, indicando mesmo uma potencial vitória no primeiro turno (candidato considerado eleito de imediato se obtiver maioria absoluta dos votos válidos). Todavia, não nos podemos isentar de relembrar o sucedido nas últimas eleições, com diferentes intervenientes é certo, mas onde as sondagens também indicavam derrota clara do Presidente Bolsonaro a todos os níveis. Reta final será pródiga entre ataques ferozes e violentos entre os candidatos, onde serão acentuados os pontos fortes e fraquezas de ambos e certamente possíveis alianças entre diferentes forças partidárias. Maior desafiante de Bolsonaro é o próprio Presidente, que segundo as mesmas pesquisas goza do maior índice de rejeição entre todos os candidatos, o que tem sido o seu maior oponente ao longo de toda a sua caminhada. Sondagens à parte, a popularidade medida no campo de batalha (leia-se nas ruas), traduzida nos milhares de pessoas Bolsonaro arrasta em suas Passeatas, ou Motociatas, dentro ou fora do país (como aconteceu recentemente nos EUA), sugerem um cenário bem diferente do indicado nas sondagens. Lula, por seu lado, tem tido mesmo sua popularidade questionada devido a uma menor adesão nas suas arruadas e alguma contestação sempre que tal sucede. Ainda dentro desta acérrima disputa que promete subir de tom nos próximos dias, não poderia deixar de comentar o episódio insólito protagonizado pelo Chefe de Estado de Portugal, que numa visita de Representação do Estado Português a um país democrático, colocou igualmente na sua agenda encontro com Ex-Presidente e Atual Presidente. Ora, independentemente de se gostar ou não do atual Presidente da República do Brasil, numa viagem de Representação suportada pelos contribuintes Portugueses, cabe a Marcelo como Presidente de um Estado igualmente democrático respeitar os designíos do povo Brasileiro.


