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Opinião: Ferrovia: um investimento estratégico!

06 de às 10h46
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Há poucos dias aprovámos na Assembleia da República o Orçamento do Estado para 2023. No momento exigente e de grandes dificuldades que atravessamos, com a degradação do contexto externo que traz um impacto negativo ao Mundo inteiro, já destaquei neste espaço algumas virtudes que encontro nesta Lei.
Hoje, dedico o artigo ao investimento em curso na ferrovia, um pouco por todo o território nacional e que, sem dúvida, é importante para todos nós.
Em 2015 a ferrovia estava ao abandono há décadas. Hoje, com o mérito de António Costa, Primeiro-Ministro, e com o mérito de Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e Habitação, está em curso o maior investimento na ferrovia dos últimos cem anos!
A ferrovia é um importante investimento estratégico, num País que se quer moderno e sustentável ambientalmente. É importante para a mobilidade de cidadãos, para aproximar destinos e para a competitividade da nossa economia.
O ano de 2023 dará continuidade ao ambicioso programa de investimentos na requalificação e modernização da rede ferroviária nacional, que tem por base o Programa Ferrovia 2020. Num investimento total superior a 2000 milhões de euros, cerca de 764 milhões serão executados em 2023.
Dos importantes investimentos em curso, destaco:
– A nova linha entre Évora e Elvas;
– A modernização da linha de Sines;
– A modernização da linha da Beira Alta;
– A modernização da linha do Norte, entre Ovar e Gaia;
– A modernização da linha de Cascais;
– A eletrificação da linha do Algarve;
– A eletrificação da linha do Oeste, entre Meleças e as Caldas da Rainha;
– A eletrificação da linha do Douro, entre o Marco e a Régua.
No próximo ano, dar-se-á continuidade à elaboração dos projetos incluídos no PNI 2030, com um investimento previsto de cerca de 8,8 mil milhões de euros até 2030, dos quais 80 milhões de euros em 2023.
O PNI 2030 está dividido em três grandes prioridades:
1 – A criação do eixo de alta velocidade entre Lisboa e o Porto e entre o Porto e Vigo, com o lançamento dos primeiros concursos em 2023;
2 – A resolução dos constrangimentos no acesso às áreas metropolitanas:
– Na linha de Cintura Interna, entre Roma Areeiro e Braço de Prata;
– Na linha do Norte, entre Alverca e Azambuja;
– Na linha do Minho, entre Contumil e Ermesinde;
3 – A conclusão da eletrificação e modernização da rede:
– Na linha do Oeste, entre as Caldas da Rainha e o Louriçal;
– Na linha do Douro, entre Régua e Pocinho;
– Na linha do Alentejo, entre Casa Branca e Beja;
– Na linha do Vouga.
Além destes, existem ainda outras prioridades, tais como:
– A duplicação e modernização da linha do Alentejo, entre Poceirão e Bombel;
– A renovação da linha do Sul, entre Torre Vã e Tunes;
– A modernização da linha de Vendas Novas.
Mas também no material circulante o investimento será significativo, com a adjudicação de 117 automotoras elétricas no valor global de 819 milhões de euros, dos quais de 81,9 milhões de euros em 2023, e com o lançamento do concurso para aquisição de 12 comboios de alta velocidade, no valor de 336 milhões de euros.
Este é, entre outros, um bom exemplo de que o investimento é, e será, nos próximos anos uma das prioridades do Governo, tal como tem sido nos últimos.

A minha atividade na semana passada
– Presidência da audição de Peticionários (Estação Nova de Coimbra);
– Participação em debate sobre SNS e Hospital dos Covões (Petição e iniciativas legislativas);
– Participação nas Sessões Plenárias bem como nos trabalhos das Comissões Parlamentares;
– Contacto com o eleitorado do Distrito.

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