Opinião: Fórum Económico!
Esta semana, em representação da Assembleia da República, estive na Polónia, em Karpacz, no Fórum Económico que é organizado pela Fundação Instituto de Estudos Orientais de Varsóvia.
Trata-se de um encontro anual que junta as elites económicas e políticas europeias divididas em vários painéis e colóquios onde se discutem temas centrais da atualidade e do futuro da Europa e do Mundo, tendo participado como membro da Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Publicas e Habitação.
Foi uma oportunidade para ouvir e debater com responsáveis e decisores de toda a Europa questões relevantes e importantes para o presente e para o futuro que são comuns a todo o nosso espaço.
Como orador numa das conferências que ali decorreram e cujo tema abordou matérias económicas e de inovação social, tendo também como participantes membros do Governo, do Parlamento e do Parlamento Europeu da Polónia e da Lituânia, destaquei o carácter inovador da economia portuguesa também na área social, a que não tem sido indiferente as políticas publicas seguidas nos últimos anos.
A agência Portugal Inovação Social tem tido um papel muito importante no desenvolvimento de projetos inovadores, financiando e juntado Organizações Não Governamentais (ONG’s), empresas, estado, autarquias e sistema científico e tecnológico em iniciativas de empreendedorismo e inovação.
A título de exemplo, referi projetos como o “CollorAdd” que criou o primeiro código visual para daltónicos do mundo e o “Speak” que contribui para integração social de migrantes e refugiados. São projetos que acrescentam valor económico e social, resolvendo problemas e dando melhor qualidade de vida a milhões de pessoas do mundo inteiro.
Destaquei, ainda, aquilo que considero serem as três grandes barreiras que temos de vencer para ultrapassar muitos dos desafios que temos pela frente nesta área:
1- Políticas europeias comuns; boa parte dos problemas económicos e sociais da Europa são comuns a cada Estado (é um bom exemplo o tempo inflacionista que vivemos), pelo que para problemas iguais exigem-se soluções globais comuns;
2 – Capacidade de mobilizar e trabalhar em rede; juntar em projetos comuns ONG’s, empresas, organismos da administração central, autarquias e sistema científico e tecnológico, de várias origens, em iniciativas de empreendedorismo e inovação é essencial;
3 -Transferência de conhecimento; a europa ainda tem, diga-se o que se disser, das melhores universidades e dos melhores centros de investigação do mundo; a rápida e eficiente transferência do conhecimento que aqui se produz para as empresas e para as ONG´s é essencial para que soluções inovadoras e concretas cheguem aos cidadãos.


