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Opinião: Indústrias 5.0: sentados à mesa, ou do lado do menu?

22 de às 10h11
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Entre os dias 16 e 19 de Junho de 2023, Estocolmo (AGI 2023 ), foi palco de quatro dias intensos e absorventes na apresentação e discussão dos próximos passos em Inteligência Artificial Geral. Foram 32 (trinta e duas) horas nas modalidades presencial/online, com todas as sessões gravadas e a obtenção de “networking”, e conhecimento dinâmico para memória atual e futura.
Várias e variadas intervenções, mas o que mais chama a atenção são as arquiteturas de (meta)cognição resultantes da realidade diferencial entre a “cognição humana” e “cognição computacional”, que remete de imediato para a questão crítica do Alinhamento ( Alignment ) entre a humanidade e a “sociedade algorítmica”.
O esforço de comunicação é gigante mas, rapidamente se percebe o desalinhamento linguístico e operacional entre os intervenientes da Academia e da Industria, sendo cada vez mais visíveis as diferenças de objetivos e implacáveis os modelos de negócio subjacentes.
O esquema seminal dos “Transformadores de IA” plasmado no célebre “paper” da Google , “Attention is all we need” de 2017, não representou apenas o sinal de liderança da Inovação do lado das empresas, mas a apropriação Científica e Laboratorial dos Modelos de Linguagem de que são exemplo, entre muitos outros, o BloombergGPT na área dos media, ou o FinGPT de inteligência artificial aplicada ao setor da banca comercial e de investimento.
Efetivamente, a obsolescência progressiva dos processos de integração da produção académica e científica, em face da possibilidade de criação de laboratórios empresariais de predição em tempo real, coloca problemas de (re)definição e (re)enquadramento, com agravamento do fosso no aporte de talentos humanos capazes de operar nos limites da estratégia e, portanto, para além de movimentos táticos e operacionais simples.
Entre milhares de artefactos em dezenas de categorias de inteligência aplicada, o conceito de simplicidade é cada vez mais determinado por conhecimento e ,assim, estudo, pesquisa e aprofundamento em áreas correlatas, são essenciais para simplificar e fazer exatamente o contrário do planeamento e da ilusão “simplória”.
A sociedade não pára, e com a emergência de adptação às Industrias 5.0 de forte pendor cognitivo, entramos inexoravelmente nos “Territórios da Interdisciplinaridade”, observável através de novas taxonomias, novas ontologias, novos modelos e, por consequência, outros “ofícios”, diferentes perfis profissionais, e um sem número de oportunidades.
Para a realização da tese da “Interdisciplinaridade” será necessário : 1 ) compreender o processo de evolução dos Modelos de Linguagem de Transformação da Inteligência Artificial, 2 ) entrar na dialética da Filosofia da Consciência / Percepção e 3 ) a sua interação com a Física das Industrias da Comunicação, Sensorização e Computação Quântica.
E em plena era de transição e transformação para as industrias 5.0, baseadas em cognição e conhecimento intensivo, convém não entrar por ilusões mínimas ou alucinações ingénuas quanto às escolhas : sentados à mesa ou … do lado do menu !.

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