Opinião: Inovação e Tecnologia: Aumentar a Competitividade da Europa
A discussão sobre competitividade na União Europeia está, antes de tudo, enraizada num consenso muito amplo: a Europa precisa de manter o seu nível de desenvolvimento, produção e adopção de tecnologias emergentes com o ambiente regulatório, financiamento e procedimentos de investigação e inovação adequados.
Desde o início do mandato, a Comissão Europeia apresentou um conjunto novo de propostas políticas relacionadas com a transformação digital das nossas economias e sociedades. Da governança de dados à regulamentação da inteligência artificial, novas regras para plataformas online ou política de concorrência, a União Europeia assumiu a vertente digital como uma das suas prioridades políticas.
Conforme aqui referido há duas semanas, os Presidentes da Comissão Europeia e dos Estados Unidos da América reuniram recentemente na Casa Branca, tendo decidido aprofundar o seu relacionamento económico, avançar ao nível do desenvolvimento de energias limpas e abordar de forma conjunta os desafios económicos e de segurança nacional. De facto, os parceiros transatlânticos estão a aumentar os seus níveis de cooperação por forma a aumentarem a sua competitividade quer seja através de apoios directos ao investimento, reduções fiscais ou incentivos ao desenvolvimento de projectos comuns.
Apesar do acordo transatlântico, a Europa precisa de aumentar os seus níveis de competitividade, melhorar os seus processos de inovação e desenvolvimento de novas tecnologias por forma a competir globalmente. É assim fundamental aprofundar o debate europeu sobre a melhor forma das tecnologias emergentes e os processos de inovação contribuírem para melhorar a competitividade da Europa, a necessidade de aumentar a meta comum da UE para gastos com I&DI (atualmente é de 3% do PIB nacional) e examinar mais de perto as principais razões que levam a que os investimentos em inovação e desenvolvimento sejam tão lentos na Europa.


