Opinião: Mais um Orçamento de empobrecimento e de falta de ambição
Esta semana vamos ter na Assembleia da Republica a análise e discussão na generalidade da Proposta de Orçamento para 2023. Na opinião do PSD estamos perante um orçamento de “empobrecimento”, de “ilusão” e de “falta de ambição”, à semelhança do que se tem passado com os últimos orçamentos.
O empobrecimento verifica-se ao nível do país e, consequentemente, nos rendimentos das famílias.
Nos últimos 27 anos, o Partido Socialista governou 20 anos, pelo que são os maiores responsáveis pelo facto de sistematicamente nos vermos ultrapassados por outros países europeus. Quase todos os países da Coesão já nos ultrapassaram.
Este empobrecimento do país reflete-se no nível de vida das pessoas. Com a inflação a disparar, temos as famílias das classes baixa e da média cada vez mais pobres. A subida de salários tem sido muito inferior à taxa de inflação o que se traduz numa perda de poder de compra. No caso das pessoas que investiram na compra de casas para arrendar, na esperança de terem um complemento para as suas reduzidas reformas, vêm também a sua situação piorar.
O Estado limita a subida das rendas numa tentativa de ajudar os arrendatários. Compreendemos que os arrendatários têm de ser protegidos, mas não pode ser á custa do prejuízo de quem investiu, muitas vezes com elevado sacrifício. Compete ao Estado desenvolver politicas de habitação que ajudem as famílias, que mais precisam.
O orçamento é de ilusão, porque o governo procura sistematicamente enganar os portugueses deturpando os factos. Apregoa um mundo cor de rosa, mas a realidade da classe média e dos pobres, está muito longe desse mundo rosa. Veja-se o que aconteceu com os reformados.
O governo anunciou aumentos nas pensões, omitindo que com a antecipação do aumento, está a prejudicar os pensionistas em mil milhões de euros. No caso do setor agrícola, a situação é gravíssima. A seca acompanhada do aumento de preços dos fatores de produção, conjugados com o esmagamento de preços de algumas grandes cadeias levam os agricultores para uma situação de grande desespero.
Temos uma enorme carga fiscal e não obstante isso, assistimos à degradação dos serviços públicos. Os portugueses esperam cada vez, mais tempo por uma cirurgia ou por uma consulta. Muitos dos portugueses, desesperados com a falta de resposta do Serviço Nacional de saúde, foram obrigados a recorrer aos seguros privados. Nunca existiram tantos portugueses com seguros privados, como agora.
As famílias e as empresas estão cada vez mais asfixiadas com a carga fiscal que suportam. Este facto reduz a libertação de recursos para o investimento. O Estado também tem anunciado todos os anos montantes de investimento publico que depois não concretiza. Veja-se por exemplo o que tem acontecido com o prolongamento do IC6, parado em Tabua há vários anos e com a nova Maternidade de Coimbra. Dois investimentos prometidos sempre que temos eleições, mas que continuam por concretizar.
Felizmente, temos finalmente a decorrer as obras do Sistema de Mobilidade do Mondego. Uma injustiça que se arrastava desde o tempo em que Sócrates mandou arrancar os carris para logo de seguida ordenar a suspensão das obras.
A falta de investimento privado associado à falta de investimento publico agrava a pobreza do país. O país precisa de politicas reformistas, valorização do potencial humano e de estímulos ao crescimento económico. Só com crescimento e desenvolvimento económico é que podemos ter melhorias no rendimento dos portugueses. Enquanto isso não acontecer, vamos tendo cada vez mais pobres.
A minha actividade durante a semana passada
– Participação em diversas reuniões e audições;
– Jornadas Parlamentares do PSD;
– Colaboração na elaboração de iniciativas e de propostas para o Orçamento.


