Opinião: Melhores Políticas para o Interior
Agosto foi um mês de ferias para muitos portugueses, mas foi também um período de incerteza e angústia para muitos outros. De regresso à escrita destes artigos as minhas primeiras palavras são de solidariedade para todas as populações e Bombeiros Voluntários que viveram, mais uma vez, o flagelo dos incêndios. Sabemos que o verão tem sido extremamente seco criando condições propicias, mas aos fenómenos naturais temos de juntar a falta de estratégia. O governo tem de privilegiar muito mais a prevenção e criar medidas que de facto motivem o investimento e o desenvolvimento económico dos territórios do interior, para que as pessoas deixem de abandonar estas terras. Um território cuidado necessita de vida. Precisa de pessoas. Na passada sexta-feira tive a honra de acompanhar o Presidente do PSD, Dr. Luís Montenegro à Pampilhosa da Serra e Arganil. Dois municípios liderados por excelentes autarcas. Estas autarquias têm adotado diversas medidas de apoio ao investimento, as quais se revelam insuficientes, porque o governo não faz a parte que lhe compete. São necessárias políticas publicas do Governo que incentivem o investimento no Interior. As políticas fiscais que tem sido anunciadas tem-se revelado claramente Insuficientes. Na minha intervenção política e enquanto cidadã tenho procurado, com insistência, chamar a atenção para as consequências da desertificação. Uma das consequências são os incêndios.
Novas Políticas para a saúde, são urgentes!
Na semana que terminou foi também nomeado um novo Ministro da Saúde. António Costa escolheu para substituir a ex-ministra, Marta Temido, um homem do aparelho do partido Socialista, Manuel Pizarro, mas que para além de ser medico internista, tem experiência no Ministério da Saúde.
Lendo as opiniões dos dirigentes das Ordens Profissionais ficamos com alguma esperança que a gestão do Ministério da Saúde melhore. As políticas que vinham a ser seguidas por Marta Temido estavam a revelar-se catastróficas. Sabemos que a Saúde é uma área difícil. Mas Marta Temido com a sua forma de agir, ainda complicava mais. Não reunia com as Ordens, não reunia com as IPSS, não dialogava. A sua cegueira ideológica levava-a a desperdiçar recursos. Em vez de colocar a pessoa, no centro das suas decisões, colocava a ideologia. Durante a pandemia restringiu toda a sua atividade ao Covid. As pessoas que tinham outro tipo de doenças ficaram sem resposta. Atrasaram os rastreios do cancro, o controlo dos diabéticos. O resultado tem sido a desagregação de serviços, mais listas de espera, encerramento de serviços. Gravidas a terem de se deslocar centenas de km(s) para terem o seu bebé. Dados do Portal da Transparência do SNS revelam que em julho deste ano tínhamos 1.466.197 pessoas sem médico de família. Mesmo no caso do Covid, todos nos recordamos da desorganização no processo de vacinação enquanto não foi nomeado o almirante Gouveia e Melo.
Infelizmente, o caos que se tem vivido na Serviço Nacional de Saúde tem-se vindo a refletir em números, dos quais saliento pelos piores motivos os dados sobre mortalidade em 2021. Dados que continuam a ser um elevado fator de preocupação em 2022.
Um Ministro para exercer bem o seu papel, não pode andar de costas viradas para os profissionais. Não pode ter preconceito com o setor privado e sobretudo com o setor social. São necessárias políticas de saúde que vão de encontro ás necessidades reais das pessoas. Se não alterarem as políticas, cada vez destroem mais o Serviço Nacional de Saúde. A cegueira ideológica que tem levado à ostracização do setor privado, incluindo o Social, tem empurrado as pessoas para os seguros privados. Enquanto isso, as pessoas muito pobres ficam completamente desprotegidas.
Compete ao Estado dialogar com as entidades que podem completar o serviço publico e arranjar as soluções para que todos os portugueses tenham a resposta que merecem. A política que tem sido seguida apenas tem favorecido os grandes interesses, incluindo os da saúde.


