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Opinião: Museum Academicus Resurrexit

29 de às 09h43
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Na próxima semana celebra-se o Quatro do Quatro de Cinquenta e Quatro. Data também conhecida por ser a data da Segunda Tomada da Bastilha, ou Dia do Antigo Estudante da Universidade de Coimbra. Não querendo entrar muito a dentro do território do ilustre colunista vizinho, o Dr. Jorge Castilho, pretendo aproveitar a semana da Páscoa para celebrar uma outra ressureição importante! A do Museu Académico! É então com gáudio que anuncio que no próximo dia 4 de Abril de 2023, emergirá no Santo Sepulcro do Colégio de Jesus (curiosa coincidência) um novo, branquinho e incólume, Museu Académico da Universidade de Coimbra!
Até cerca de 1 A.C. (antes de COVID) o Museu Académico estava situado no Colégio de São Jerónimo, sendo o primeiro museu mundialmente dedicado exclusivamente à vida Académica. O Colégio São Jerónimo foi um dos primeiros colégios universitários na alta de Coimbra, edificado em 1565. Foi construído sobre a antiga muralha da cidade, junto ao castelo, com o aval do Cardeal-Regente D. Henrique. Este ficou bastante danificado pelo terramoto de 1755 e foi abandonado. Com a lei “mata-frades” de Joaquim de Aguiar em 1834, foram extintas as ordens religiosas e o colégio ficou sobre a alçada da Universidade onde, após várias remodelações, passaram a funcionar os Hospitais da Universidade de Coimbra. Os Hospitais funcionaram neste local até 1987, até que foram realocados, e o espaço utilizado novamente para actividades Académicas, entre elas, o funcionamento do Museu Académico. Devido ao continuado crescente espólio, a falta de espaço tornou-se uma dor crónica. A decisão de realojar o Museu no maior, e também renovado, Colégio de Jesus augura assim uma boa notícia para o futuro e dignidade que é devido a esta instituição tão nobre.
O Museu Académico da Universidade de Coimbra tem hoje um leque de memorabilia ligada à Praxe, ao Fado de Coimbra, cartazes das Queimas das Fitas e eventos culturais, o badalo roubado à Cabra, Pastas de Luxo, souveniers e memorabilia de Repúblicas, fotografias e outros objectos testemunhos do quotidiano estudantil ao longo dos séculos. É, pois, uma expressão necessária à Academia enquanto o cordão umbilical que liga e mantém vivo o legado das gerações passadas, actuais e vindouras! A Quatro do Quatro do Vinte e Três, celebremos então “Aleluia! Aleluia! Museum Academicus Resurrexit!”

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