Opinião: “O Aeroporto!”
Nos últimos dias, como tem sido habitual e com significativa periodicidade nos últimos anos, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação foram ouvidas, uma vez mais, um conjunto de entidades a propósito da localização do novo aeroporto de Lisboa.
Desta vez, voltaram a ser ouvidas a Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos Economistas, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e uma Plataforma Cívica.
Pertenço a esta Comissão Parlamentar desde 2015 e, nestes anos, estas e muitas outras Entidades e Personalidades foram ouvidas várias vezes sobre a localização do novo aeroporto. Isto, naturalmente, para além das posições políticas de cada um dos Partidos com assento parlamentar. Conheço bem, portanto, o assunto e cada um dos argumentos!
É mais ou menos assim há mais de cinquenta anos. Salvo o erro, nestes mais de cinquenta anos foram analisadas e estudadas dezassete (!) possíveis localizações sem que haja ainda uma decisão. Gastaram-se muitos milhões de euros em estudos e pareceres.
Mais de cinquenta anos a analisar a localização de um aeroporto e ainda não fomos capazes de tomar uma decisão e de o fazer! Todos sabemos que não é um assunto que reúna consensos. Nem nunca vai reunir, isso que fique claro!
A construção de um aeroporto tem, obviamente, grandes impactos ambientais, sociais e económicos seja em que ponto do Mundo for. Deste modo, seja qual for a decisão, não agradará a todos e haverá sempre uma onda significativa de descontentamento e de contestação.
Mas o País precisa urgentemente de uma decisão. O tráfego aéreo está em crescimento acelerado e é necessária uma alternativa ao Aeroporto Humberto Delgado que aumente a nossa capacidade aeroportuária.
O principal concorrente, o aeroporto de Madrid, tem quatro pistas enquanto o aeroporto de Lisboa tem uma pista e não tem qualquer hipótese de alargamento. O nosso aeroporto está lotado e obsoleto e o País arrisca-se a perder nos próximos anos milhares de milhões de euros.
Naturalmente, o que se passou esta semana sobre a descoordenação do Governo não foi bonito, já muito se falou e escreveu, mas muito está por contar. Adiante! O que importa é, entre as poucas boas hipótese que existem, tomar uma decisão em breve.
Há o tempo da análise, há o tempo da reflexão, há o tempo da decisão e há o tempo da execução.
Este é, a bem do País e das gerações futuras, o tempo da decisão para que se passe o mais rapidamente possível ao tempo da execução.
A minha actividade durante a semana passada
– Reuniões de Comissão Parlamentar;
– Participação nos Plenários e nas importantes votações ocorridas;
– Contacto com o eleitorado do Distrito.


