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Opinião: “O desenvolvimento do concelho tem tido em conta a coesão territorial?”

05 de às 13h05
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Não! O desenvolvimento tem sido desigual, favorecendo a cidade, as freguesias urbanas, em detrimento das freguesias não urbanas.
O centro cívico e histórico de várias freguesias que conheço está abandonado. Edifícios devolutos, acessos pedonais e rodoviários sem qualidade, falta de integração urbanística entre os diferentes pontos de interesse e o comércio. O atual panorama é preocupante. Após tantos anos de investimento em infraestruturas, num território relativamente pequeno ( 379 km2 ) a coesão territorial está longe de ser um dado adquirido.
Coesão significa também ligar melhor o concelho. Por exemplo, quem vive na Chã, Tavarede, e são muitos os que residem nessa zona, continua a não ter passeios nem vias pedonais dignas que lhes permitam aceder aos supermercados e ao centro da cidade.
É ainda necessário explorar o património existente, desde a linha ferroviária, o ramal da Figueira da Foz, inaugurado em 1882 e removido em 2013, e ligar as várias localidades novamente, seguindo novos modelos urbanísticos.
O concelho precisa de melhorar a participação das freguesias não urbanas na tomada de decisão. Há necessidade de ouvir as pessoas que vivem nas zonas mais periféricas. Fomentar um cultura de exigência, indo para além da conservação de valetas e estradas, o direito à construção privada, e solicitar ao poder municipal, e central, investimento sustentável em infraestruturas capazes de atrair e fixar população nas periferias do concelho.

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