Opinião: O município deve aplicar a taxa turística?
NÃO
O nosso concelho gaba-se de ter pretensões turísticas e cosmopolitas. Há muitas e boas razões para vir à Figueira, fazendo férias ou numa curta escapadinha de fim de semana. Mas, como mostraram os resultados apresentados pela indústria hoteleira, somos visitados maioritariamente por cidadãos nacionais.
Os estrangeiros são em muito menor rumo, com os vizinhos de Espanha a destacarem-se. Ora os portugueses estão carregados de taxas, desde as de saneamento, o famigerado direito de passagem, a taxa de rádio, abrangendo de igual modo quem escuta telefonia e quem nem sequer tem um aparelho “calado”, as taxas esquisitas que aparecem na factura da água e da electricidade… Isto sem falar no valor do IVA sobre produtos essenciais, com peso para os alimentares, aquilo a que se não pode “fugir”.
(Calha aqui lembrar que o papel higiénico paga 23%, não é essencial, portanto!) Ah, mas vem aí um novo pacote de medidas que altera este imposto, taxa, o que quiserem chamá-lo. É caso para dizer: esperai para ver, já se vai levantando a cortina. E uma vez mais a marota da montanha vai parir um ratinho. (Atentemos na esmola dos 125€, ideia que deveria envergonhar o Governo!)
Voltando ao assunto: se se pretende que o concelho e a cidade sejam visitados, há que criar condições favoráveis ao turista, designadamente o nacional, fartinho de ser espoliado pelas mais diversas formas. Nova taxa, não!


