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Opinião: O nosso Natal

14 de às 11h47
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Estamos na época natalícia e ninguém de algum modo, ficará certamente indiferente às cores, que alegram as noites frias de dezembro.
As ruas, agora cheias de arcos coloridos com imagens alusivas ao Natal, e tudo que lembre estes tempos. O comércio está mais apelativo, os espetáculos são agora o ponto alto dos festejos da época. Decoram-se as casas, onde não falta o “Pinheiro de Natal”. Há ainda os presentes, embrulhados de igual modo em cores cintilantes em sacos ou papeis e depois, aguardam pelo tempo em que serão desfraldados e postos no lixo. E ainda o “Presépio”, possivelmente não esquecido.
Um corre-corre, para que seja a noite perfeita e possivelmente por isso, as crianças continuam a ser as que mais anseiam pelo Natal, esperando impacientes pela chegada do Pai Natal, ao qual enviaram uma lista, de “enormidades” e há ainda os que correm para as grandes superfícies, à procura de um último presente, ainda em falta na “lista de nomes”, da família e amigos, num consumismo por vezes desenfreado.
Alguns esquecem as amarguras da vida…simplesmente porque é Natal, outros haverá para quem a nostalgia, a solidão serão a companhia possível e a fome e a intolerância, realidades que por vezes se escondem por trás das luzes destes dias festivos.
Quantas lembranças de como era a tradição das famílias, relembradas inúmeras vezes pelos nossos pais e avós, o modo como se “ligavam” para festejar o Natal e em cada casa se destacava o “Presépio” com as imagens de Maria, José e o Menino, não faltando até, os animais num estábulo, onde Jesus nascera, relembrando ao mundo a humildade de um Rei.
A celebração da Missa do Galo, já bem pela noite dentro, à meia-noite, onde não faltavam as famílias, o calor humano, envoltos em melodiosos cânticos de Natal, para celebrar o nascimento do Menino Jesus.
Nesses tempos passados as prendas de Natal não eram “obra” do Pai Natal, era, pois, o Menino Jesus quem as entregava. Antes de se deitarem, as crianças colocavam um sapatito na chaminé ou pendurado no fogão e pela manhã ao acordar deslumbravam-se com os pequenos presentes, que encontravam no seu “sapatinho”.
A celebração do Natal, reunia as famílias numa “Ceia de Natal” na noite de 24 de dezembro. O bacalhau, batatas e couves seria o mais tradicional, no entanto mais sabores serviam de iguarias. A tradição seria enfim, uma mesa “farta”, se possível, alegre e consoante as possibilidades de cada família.
Questiono-me, pois, o que aconteceu verdadeiramente ao “espírito do Natal”? Onde a verdadeira razão de ser Natal, deveria ser a festividade da data do nascimento de Jesus Cristo, celebração Cristã, como sendo o filho de Deus.
Precisamos de manter a tradição, recuperar, encontrar, valorizar, relembrar ou o que quer que seja, pois, esses valores, têm de permanecer em cada “Natal” e transmiti-los às nossas crianças, o que seria de todo saudável.
A todos vós, votos de Boas Festas, um feliz e Santo Natal e um Próspero Ano Novo, com muita saúde.

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