Opinião: O paço e o palácio de Maiorca devem ser vendidos?
Não
Há que respeitar a política de aquisição de património, historicamente intrínseca a esta liderança. E os seus legados. Sejam eles mais ou menos tóxicos, porque, na verdade, são qualquer coisa e a oposição não deve ser pedra na engrenagem.
O Paço de Maiorca e o Palácio Conselheiro Branco integram uma lista de enobrecimento do espólio municipal, a que se juntam o Castelo Engenheiro Silva, o Convento de Seiça e a Quinta das Olaias. Todos eles adquiridos. Todos eles deixados ao abandono. Uma herança que foi sendo recuperada por quem veio depois, uma herança em ruínas, que incluía uma Câmara em ruínas e umas parcerias público-privadas, doces para o privado, amargas para o público, difíceis de resolver, caras e que se arrastaram por anos em disputas judiciais.
Mas confiamos, confiemos. Quem adquiriu, lá atrás, sabia o que estava a fazer. E tem agora renovada oportunidade de o mostrar, livre de uma Câmara falida e do ónus de um contrato leonino que ainda hoje onera o Município.
Maiorca merece aqueles espaços recuperados, vivos, abertos à fruição de quem lá vive, de que visita aquela linda vila.
Não duvidamos que teremos, em breve, as propostas de desfecho para estes dois casos, os únicos que restaram desse pesado património. E, servindo essas propostas os interesses de Maiorca e da Figueira, sem acarretar custos incalculados ou letras pequenas, o consenso será indubitável.


