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Opinião: O Parlamento dos Jovens

10 de às 10h53
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Ontem participei em mais duas sessões do Parlamento dos Jovens (PDJ), respetivamente nas Escolas Básica Martim de Freitas e Secundária Jaime Cortesão.
Foram sessões muito participadas e constituíram para mim um privilégio poder conviver com a comunidade escolar, ensinar, debater ideias e, sobretudo, ouvir os jovens, colher as suas expectativas, preocupações e esperança no futuro.
Foi também com grata satisfação que vi o cuidado e a entrega dos professores aos seus alunos.
Bem-hajam!
Vim de lá com a alma cheia e com motivação redobrada neste Serviço Cívico que é “estar Deputada da Nação”.
O meu agradecimento a todos os jovens e corpo docente.
Trago-os no coração.
O PDJ tem como objetivo promover a educação para a cidadania e estimular a participação dos jovens em debates sobre temas da atualidade, com vista a despertar-lhes o interesse para estas temáticas e incutir a necessidade de intervirem civicamente.
Em conjugação com outras entidades, a AR organiza o Programa com a definição dos temas a tratar em cada ano letivo e que vai culminar em duas sessões na AR com a participação dos jovens.
O tema escolhido para este ano é a problemática da saúde mental dos jovens, matéria de grande relevância pelo impacto que tem no quotidiano dos doentes e suas famílias e com particular enfoque na adolescência, fase crucial do desenvolvimento de todo o ser humano e com repercussão futura.
Nas sessões aborda-se também as funções dos órgãos de soberania e a organização e funcionamento da AR.
Estes debates são particularmente entusiasmantes e motivadores pela oportunidade de poder contribuir para a formação dos jovens, sendo uma constante o seu empenho e viva participação.
Das várias razões que justificam a preocupação com a saúde mental dos jovens, destacam-se o impacto no seu desenvolvimento, no percurso escolar e no relacionamento familiar e social.
Por isso é tão importante que as famílias e a comunidade escolar desenvolvam hábitos sociais e emocionais que previnam, promovam e salvaguardem a saúde mental.
Uma criança que cresce no seio de uma família cujo relacionamento é harmonioso e securizante, estimulando a sua auto-confiança e o respeito pelos direitos humanos, dispõe de ferramentas fundamentais para lidar com os desafios e adversidades que encontra fora de casa.
Mas, infelizmente, nem todas as crianças têm bons ambientes familiares.
Também os bons hábitos de higiene do sono e a prática habitual de exercício físico são importantes para a manutenção da saúde mental, na velha máxima “corpo são em mente sã”, contribuindo para a gestão de relações interpessoais e controlo de emoções.
Fundamental é também o apoio da comunidade escolar para detetar qualquer problema que esteja a afetar o jovem e a sua origem, sabendo-se que, muitas vezes, o único apoio é mesmo a comunidade escolar.
Os números revelam que a pandemia teve impacto acentuado na saúde mental dos jovens, sendo que, 1 em cada 5 adolescentes sofre de perturbações de ansiedade e 1 em cada 4, de depressão.
Os números pré-pandémicos eram que 1 em cada 7 adolescentes padeciam com problemas de saúde mental, 38% dos adolescentes diminuiu a qualidade do sono e 29% referiu rebate ao nível da alimentação.
Mais de 60% dos jovens admitiram ter sido vítimas de bullying nas redes sociais.
Estes números são preocupantes e convocam-nos a gizar estratégias com vista a apoiar a promoção e manutenção da saúde mental dos nossos jovens.
As principais causas da afetação da saúde mental prendem-se com ansiedade, depressão, stress escolar, comportamentos alimentares, hábitos de sono, álcool e drogas, adições, lutos, bullying, ciber-bullying e segurança online, grupo de amigos, sexualidade, violência no namoro, violência emocional e psicológica e violência doméstica.
Deixo o alerta porque todos temos que estar atentos.

A minha atividade na semana passada:
– Tomei posse, como vice-coordenadora dos Deputados do PSD, na Comissão para a Revisão Constitucional;
– Participei na reunião do Grupo Parlamentar;
– Participei na reunião do Grupo de Trabalho para o processo legislativo dos Metadados;
– Participei na audição do MAI sobre a Estratégia da Segurança Urbana;
– Participei na sessão solene de receção ao Corpo Diplomático.

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