Opinião: O Plano Municipal de Proteção Civil tem o fenómeno das cheias assegurado na cidade?
SIM
Atualmente, no quadro de alterações climáticas, é expetável que aumente a frequência e a magnitude das cheias. O risco natural responsável pelas maiores perdas económicas a nível mundial.
O território de Coimbra é um espaço de perigosidade geomorfológica e hidrológica, onde estas se destacam. Um problema secular, cuja história foi marcada por eventos de grande poder destrutivo.
Atualmente, o sistema de defesa contra cheias e inundações do Mondego assenta num complexo de infraestruturas como as barragens da Aguieira-Raiva-Fronhas-Açude Ponte de Coimbra; diques e descarregadores de cheias, mas também num Sistema de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos e em normas de gestão e de planeamento.
É neste contexto que o Município de Coimbra desenvolveu um conjunto de instrumentos, nomeadamente o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Coimbra e o Plano Especial de Emergência para o Risco de Cheias e Inundações, documentos imprescindíveis numa resposta à minimização dos impactos negativos e à reposição da normalidade.
Ainda assim, num quadro de ocorrência de eventos extremos de cheias por força das alterações climáticas ou outros forçadores, considera-se fundamental concluir o projeto de intervenção na Bacia do Mondego, designadamente a obra hidroagrícola do Baixo Mondego, a sensorização alargada do comportamento dos rios e ribeiras, assim como, a reanálise e a modernização do potencial hidroelétrico da bacia do Mondego.


