Opinião – O Plano Municipal de Protecção Civil tem o fenómeno das cheias assegurado na cidade?
SIM , mas … O Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Coimbra foi atualizado pelo executivo socialista em janeiro de 2017, a que se seguiu o desassoreamento do rio Mondego, a montante da Ponte Açude.
Já em 2016, tinha sido acionado o Plano Especial de Emergência para Cheias e Inundações, o que agora, em 2022, não aconteceu, apesar de existir uma tabela de gravidade moderada e tabela de probabilidade confirmada e, portanto, uma matriz de risco elevada.
Esse Plano prevê atividades no âmbito da prevenção, preparação, intervenção em operações de proteção civil e reabilitação dos serviços essenciais, cuja responsabilidade primeira é do presidente da Câmara e que optou por não o ativar. Isto, apesar do grau de risco já citado, de sucessivos alertas nacionais da Proteção Civil emitidos para Coimbra e da iminência de acidente grave ou catástrofe no nosso concelho.
Esta semana, apesar do esforço da Proteção Civil e dos Bombeiros, ocorreram em Coimbra várias inundações, originando inacessibilidade e cortes de trânsito, prejuízos materiais, além de quedas de árvores, desliza[1]mento de terras e pedras e corremos agora o risco de cheias, principalmente face ao aumento dos caudais do Ceira e Mondego.
A solução para “minimizar as intempéries” poderá passar por um plano geral de drenagem pluvial com particular atenção aos locais mais vulneráveis e os pontos críticos de cheia já identificados!


