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Opinião: O poder da análise preditiva

08 de às 11h54
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As organizações vivem hoje mais do que nunca de informação. O poder dos dados é inegável e talvez um dos melhores ativos das empresas, não sendo excessivo afirmar que muitas áreas de negócio se alimentam efetivamente de dados.
Transformar dados em informação é, contudo, o grande desafio. Quer falemos de bytes, Gigabytes, Terabytes ou Zettabytes de dados, por maior que seja o seu volume, de pouco servirão se não forem usados de alguma forma para obter conhecimento relevante para o suporte à decisão e para criar futuras perspetivas sobre o negócio. Em 2021, terão sido criados diariamente algo como 2,5 triliões de bytes de dados. E, de acordo com a Forrester, entre 60% a 70% dos dados recolhidos nas organizações não são usados, sendo apenas armazenados e não criando qualquer tipo de valor.
A necessidade de a cada dia nas organizações se tomarem decisões que impactam na sua sustentabilidade implica, cada vez mais, a procura da antecipação de acontecimentos futuros. Como detetar atempadamente, numa indústria, indícios de falhas, antes de ocorrerem avarias em equipamentos produtivos? Qual o melhor retorno de um determinado investimento? Quando lançar um novo produto? Longe vão os tempos em que a intuição e a sensibilidade modelavam as decisões. Necessariamente, estas têm de ser substituídas por perspetivas confiáveis que permitam antecipar e identificar o impacto de várias ações no negócio e que suportem os decisores na definição de estratégias e na tomada de decisões bem fundamentadas que criem mais valor para as suas organizações.
São muitos os benefícios que uma análise do histórico dos dados traz e que permite, por exemplo, conhecer gostos e necessidades de clientes, mas sobretudo prever tendências de mercado, antecipando a aceitação de determinado produto ou serviço novo. Ou identificar novas oportunidades, possíveis riscos de investimentos, prever falhas e avarias em equipamentos, criar linhas de produção mais eficientes, evitando desperdícios de energia e de matéria-prima.
As análises preditivas usam dados, técnicas de inteligência artificial e machine learning para antecipar tendências, prever diversos comportamentos e, com isto, permitir identificar a probabilidade de eventos futuros.
Por exemplo, ao detetarem novos padrões do mercado, irão orientar o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, apoiando a seleção dos melhores locais onde as organizações devem investir. A tecnologia e os algoritmos hoje disponíveis, quer para recolha quer para análise de dados, tem vindo a evoluir ao ponto de permitir que as empresas possam atingir um novo nível através de ferramentas de análise preditiva que transformam em perspetivas futuras os dados recolhidos nas mais diversas fontes.
O futuro não se antecipa com “bolas de cristal”, mas com previsões confiáveis. Preparar as organizações para períodos adversos e desafiantes passa por conhecer e antecipar fenómenos futuros. Porque os tempos são conturbados e o futuro sempre imprevisível.
Boas festas!

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