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Opinião: Os equipamentos culturais da Cidade têm bom acesso digital à sua programação?

07 de às 09h55
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Não
Apesar da existência de ferramentas digitais ou de financiamento para a transição digital via Plano de Recuperação e Resiliência nos diferentes equipamentos culturais da cidade, a verdade é que estamos perante a falta de comparência de um ingrediente fundamental por parte da Câmara Municipal de Coimbra que compromete tudo o resto: política cultural.
Infelizmente encontramo-nos perante um desnorte municipal, para o qual não contribuem os trabalhadores nestes equipamentos ou o vasto tecido cultural de Coimbra, que apenas desejam ter as melhores condições para potenciar as suas ideias e iniciativas.
Perante a falta de um vereador da cultura em Coimbra, o setor assistiu não só a um corte de 45% do orçamento para o associativismo cultural, como a inativação de atividades tão impactantes como era o caso da Mostra de Estátuas Vivas que tanto dinamismo possibilitava à Baixa de Coimbra, ou mesmo anúncios inconsequentes de criação de ecossistemas ou incubadoras culturais que não saíram do papel por manifesta falta de qualidade. Vem agora a saída do Diretor do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra – e programador do Convento São Francisco – confirmar o caos profundo em que esta área foi mergulhada, pois esta era a pessoa, segundo José Manuel Silva, que tornaria “Coimbra uma referência nacional e internacional da cultura e das artes”.
A cultura foi relegada para segundo plano nas prioridades políticas, para grande prejuízo de Coimbra, dos seus agentes e daqueles que recebem este bem imaterial, desejando apenas que viremos rapidamente esta negra página da cidade.

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