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Opinião: Partido “Chega”… uma imperfeição-falha-da democracia

28 de às 10h53
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Confesso que tive alguma dificuldade em iniciar, tendo reiniciado várias vezes, o escrito ora dado à estampa!
Nada menos do que uma tese de mestrado poderia ser apresentada em tempo útil no âmbito das festividades do dia 25 de Abril de 2023.
Dezenas de acontecimentos foram surgindo e sucedendo em alta velocidade.
A visita do Presidente do Brasil foi um marco importante na vida dos dois países – aborrece-me a designação de país irmão – dado que fez a diferença de forma convincente, entre o que é o cidadão Lula da Silva, e, – fico com os cabelos em pé quando refiro o nome – Jair Bolsonaro.
Lula da Silva, o cidadão que devolveu e continuará a aprofundar a democracia e o combate às desigualdades, antagonista do analfabeto funcional que queria continuar a mergulhar o Brasil num profundo obscurantismo.
A minha Pátria não é só a língua portuguesa…mas até onde o mar e a vista alcança!
Num outro sentido, não tenho a mínima dúvida que o partido Chega é um produto inacabado – tomara eu que fosse já acabado! – da democracia. Se a democracia continuar a “dar tiros nos pés”, o partido Chega chegará onde ele próprio nunca imaginou!
Não bastam discursos inflamados contra o populismo, contra o racismo e a xenofobia, contra tudo e mais alguma coisa que coloque em causa a nossa liberdade; a mesma que queremos e desejamos para os outros!
Falta cumprir Abril. E faltará sempre. Porque Abril nunca estará plenamente cumprido!
O próprio Presidente da República, quando inflama a sociedade portuguesa com intervenções desajustadas no tempo e no espaço, esquecendo-se ele próprio que tem o dever de reserva e faz ameaças veladas à “tranquilidade” política, também se comporta como um populista.
Ouvem-se discursos sobre as Instituições Democráticas, como se o seu regular funcionamento estivesse em causa. Não está!
A TAP, que eu saiba, não é uma Instituição Democrática. Sempre foi, como outras “coisas”, utilizada para favores políticos de todas as cores, reforço, de todas as cores, portanto com diversos actores e autores.
Quando a telenovela acabar, será como a “banda”; voltará tudo ao seu lugar!
Por vezes, em nome da decência e do bem-estar do Povo, é preferível não mexer muito no lixo.
Mas como cumprir Abril se, em quase 50 anos o valor supremo da democracia não conseguiu juntar as forças políticas para reformar o sistema eleitoral? O actual, está carregado de vícios e impreparações que minam a confiança dos portugueses. Até por uma questão de “higiene mental” dever-se-à encontrar uma forma mais limpa e límpida de representação do Povo!
Cumprir Abril, seria não andar a brincar aos aeroportos como se de um jogo de crianças se tratasse, mas tratar a, e da “coisa pública” com a seriedade que compete aos decisores.
Um dia destes é anunciado que o novo aeroporto será em Alcochete e ouvir-se-á uma voz ao fundo da sala, muito baixinho; não, “não era a dizer tens aí mais 100”, mas, não era essa a proposta do Sócrates?
Um desígnio nacional seria a generalidade dos partidos políticos promover o aprofundamento da democraticidade interna. É difícil…mas urge!
Como fazer evoluir um país, cumprir Abril, se continuamos com uma organização deficiente em que o centralismo faz lei? Como se explica ao comum cidadão que há uma gente que decide tudo por ele?
O “determino e mando publicar” é um método que reporta a 24 de Abril de 1974, o qual todos gostaríamos afastado do nosso dia a dia.
Não basta a realização de eleições livres para escolher representantes. É preciso perceber como “arrivam” a nossos representantes! O caminho é tortuoso…mas a coisa dá-se!

Pode ler a opinião na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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