Opinião: Portugal precisa de políticas que promovam o desenvolvimento económico
Não podemos depender apenas dos Fundos Comunitários.
No mês em que foram eleitos os novos órgãos nacionais do PSD, começo por agradecer à direção cessante, liderada pelo Dr. Rui Rio, e ao Presidente do Grupo Parlamentar, Dr. Paulo Mota Pinto a forma seria e com elevado espírito de missão como têm exercido a política.
Aos novos Órgãos eleitos desejo as maiores felicidades. O país precisa de um PSD forte e unido.
Felicito desde já o novo Presidente do PSD, Dr Luís Montenegro, pelo facto de ter escolhido como primeira ação uma deslocação a Pedrogão Grande, no distrito de Leiria.
Cinco anos após os trágicos incêndios é lamentável que praticamente nada tenha sido feito. A floresta e estes Territórios do Interior continuam esquecidos. Os governos socialistas têm sido profícuos em anúncios, mas ainda não perceberam que devem olhar para a floresta como uma riqueza que deve ser gerida e tratada com eficiência. Não pode ser unicamente vista como paisagem. Infelizmente, a forma como tem sido tratado o pinhal de Leiria é a evidencia que o Estado nem das suas propriedades sabe cuidar.
Desde 1995, o Partido Socialista esteve 20 anos no governo.
Apesar dos muitos milhões recebidos da Europa, o país tem sido ultrapassado por países onde se vivia muito pior do que em Portugal. Estamos cada vez mais na cauda da Europa. O Governo gaba-se da taxa de crescimento do PIB, mas se compararmos a nossa taxa de crescimento com a dos outros países, facilmente concluímos que os portugueses estão a empobrecer.
Pagamos muitos impostos e temos os serviços públicos num autêntico caus. O mais recente relatório da Comissão Europeia sobre Coesão revela que, em toda a União Europeia, Portugal é o país que mais depende dos fundos comunitários para investir. De acordo com esse relatório 88% de todo o investimento publico em Portugal resulta de fundos comunitários. De acordo com o Instituto mais Liberdade durante o quadro comunitário 2014-2020 atingimos quase 90%, enquanto no quadro comunitário anterior- QREN ( 2007- 2013 )- tinha sido de cerca de 50%. No segundo e terceiro lugar, surgem a Croácia e a Lituânia, mas com rácios inferiores aos 70%. Na ponta oposta, Luxemburgo, Países Baixos e Dinamarca são os países menos dependentes dos fundos europeus para financiar o investimento público, o qual é financiado em menos de 1% por fundos comunitários.
Estes dados levam-nos a concluir que em Portugal, se não fossem os fundos comunitários não tínhamos investimento. Mesmo em áreas essências como a saúde, estamos dependentes dos outros.
O mais grave é que para além de sermos o país europeu mais dependente dos fundos comunitários para o investimento, está o facto destes fundos não estarem a ser devidamente usados na redução das disparidades regionais e na promoção do desenvolvimento a longo prazo.
As previsões de crescimento do PIB de 2023 com 2019, apontam para taxas de crescimento em percentagem, por exemplo de 32% na Irlanda, 10,8% na Eslovénia e Polónia, 10,2% no Luxemburgo, 9,4% na lituânia, 7,9% na Croácia, 7,2% na Dinamarca e apenas 4,3% em Portugal.
É caso para dizer – Assim não vamos lá.
Basta imaginar o que acontecerá a Portugal, se consequência da Guerra a política de atribuição dos Fundos em termos de países se alterar.
As políticas erradas dos governos socialistas ao invés de nos prepararem, estão a colocar-nos cada vez mais na cauda da Europa. A forma desajustada como as políticas publicas tem gerido este processo, faz-nos lembrar as pessoas subsídio dependentes que não evoluem.
De ressalvar que estes erros não têm a ver com os técnicos executores dos organismos públicos. O erro tem estado na definição das estratégias e nas orientações. Algumas inclusivamente alvo de suspeitas. Veja- se o caso da recente polemica sobre os 40 milhões aprovados para a PLURIS Investiments do empresário Mário Ferreira.
A minha atividade na semana passada
Audição da Sra. Ministra da Saúde; Audições de diversas entidades no âmbito da Carta de Perigosidade;
Sessões Plenárias;
Participação na elaboração de diversas Iniciativas legislativas;
Visita á Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil;
Deslocação ao Algarve para participação em evento organizado pela AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal;
Reuniões com diversos Sindicatos da Administração Publica;
Reunião com dirigentes da CAP- Confederação dos Agricultores de Portugal;
V Gala de Entrega dos Prémios Porco D`Ouro, organizada pela Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores.


