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Opinião: Precisamos de Políticas Públicas que ajudem o desenvolvimento!

13 de às 10h19
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Comemorámos no passado dia 10 de Junho o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Felicito o facto do local escolhido para as comemorações ter sido uma cidade do Norte de Portugal. É positivo que as comemorações de tão importante data vão ocorrendo em cidades distintas, de preferência no Interior de Portugal. É uma forma de reconhecer e dar a conhecer o nosso território, as suas potencialidades e as suas carências.
Portugal tem dado ao mundo enormes talentos. Temos brilhantes exemplos na cultura, na política, na ciência, no desporto..
Os portugueses quando emigram à procura de melhores condições de vida são normalmente reconhecidos como excelentes trabalhadores. Somos um povo solidário e de grande humanismo.
Grosso modo, somos um país com bom índice de segurança, excelente clima, uma costa de mar invejável e um património histórico e natural que capta o interesse de todos os que nos escolhem para visitar. Os números crescentes do Turismo externo, são a prova evidente desta analise.
Por tudo isto, não me conformo com o facto de estarmos entre os últimos na Europa. Desde 1995 que Portugal tem empobrecido quando nos comparamos com os outros concidadãos europeus. Nos últimos 20 anos, fomos ultrapassados em pobreza por mais de uma dezena de países. Estamos ao nível da Roménia.
Portugal é um dos países mais centralistas no panorama europeu. A estrutura etária da população portuguesa caracteriza-se por um fenómeno designado de “duplo envelhecimento”, com redução do número de jovens e aumento do numero de idosos.
Segundo os resultados dos Censos 2021, residiam em Portugal 10.343.066 pessoas, o que representa um decréscimo de 2,1% face a 2011. Isto é, o país perdeu mais de 200 mil pessoas face a 2011.
Precisamos de políticas públicas que incentivem a natalidade, o crescimento económico e uma distribuição mais justa da riqueza. O Combate às assimetrias territoriais deve ser um desígnio nacional.
Na última semana, tive a oportunidade de alertar, mais uma vez, a Senhora Ministra da Coesão para duas situações que me parecem da maior justiça e importantes para o desenvolvimento dos territórios de baixa densidade.
Uma das situações prende-se com o elevado preço das taxas de Portagem. É extremamente injusto que os preços por Km da autoestrada do Pinhal Interior, sejam cerca de 40% mais elevados do que na A1. A A13 no troço entre o Entroncamento e Coimbra, passa em concelhos de baixo rendimento onde as pessoas vivem com dificuldade. O numero de empresas e de investimento nestes territórios é baixo. Praticamente não existem transportes públicos. O governo tem prometido baixa de portagens para as autoestradas do Interior, mas até ao momento tal não ocorreu. Mesmo a redução de 50% aprovada, por proposta do PSD, para as ex-scut no orçamento de 2021, nunca foi cumprida na totalidade.
A senhora Ministra mostrou-se mais uma vez sensibilizada, tendo prometido que até meados do ano, teríamos novidades. Espero que consiga cumprir. As portagens nas auto-estradas representam um elevado custo de contexto que devia ser reduzido.
Para termos qualidade de vida é necessário ter crescimento económico. Por esse motivo apelei também à Senhora Ministra para que existam medidas de apoio que incentivem o investimento em inovação produtiva para todas as empresas que invistam nos territórios de baixa densidade.
As medidas atuais só se dirigem às PME. Seria um importante fator de discriminação positiva se todas as empresas que pretendem investir nestes territórios tivessem uma via mais facilitada que as motivasse a avançar e a descentralizar investimento.
É fundamental invertermos as assimetrias regionais existentes para criarmos um Portugal mais justo.

A minha atividade na semana passada
Participei em diversas reuniões, audições e debates.
Colaborei na elaboração de diversas iniciativas;

 

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