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Opinião: Quais devem ser as prioridades do município para o ano de 2023?

30 de às 12h34
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A Câmara Municipal deverá adoptar um verdadeiro Programa de Combate à Crise Social e Económica. A emergência social em que o país está imerso sujeita os cidadãos ao rápido e crescente empobrecimento, e os mais vulneráveis a enormes sacrifícios. De facto, não são competência do Município decisões que possam reduzir os preços dos bens essenciais, pondo travão à especulação imoral que vem aumentando exponencialmente os lucros das empresas que controlam o circuito financeiro e a distribuição e venda de bens. Tal não implica, porém, uma atitude de passividade. Pelo contrário, exige-se do poder autárquico uma atuação que ultrapasse medidas pontuais e corresponda a uma estratégia estruturada de resposta aos problemas e mitigação dos efeitos.
Consciente dos constrangimentos financeiros da autarquia, há que proceder a criteriosas escolhas políticas, priorizando propostas com claros, imediatos e directos proveitos sociais e económicos para os munícipes. Parte substancial dos atuais constrangimentos resulta da transferência para o município de competências até agora da responsabilidade do Estado Central, transferência a que sempre nos opusemos.
Assim, definimos três eixos estratégicos de intervenção imediata: combater a crise; melhorar a qualidade de vida; afirmação das freguesias que são também cidade. Para tal, apresentámos um vasto número de propostas concretas; entre outras, de intervenção social, na habitação, de eficiência de serviços, de reforço do apoio às freguesias.

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