Opinião: Qual é a principal qualidade dos figueirenses?
Em rigor não me é possível responder cabalmente. À sua escala, cidade pequenina com pouco mais de trinta mil habitantes permanentes, a Figueira da Foz é um sítio cosmopolita.
Para além dos muitos visitantes que para aqui convergem nos meses de Verão e um pouco também pelas “festas” mas que não contam para este assunto, a cidade tem acolhido ao longo dos tempos cidadãos oriundos de outras paragens e que aqui se fixam adoptando a terra. Incluo-me neste rol.
É tão acertado na Figueira como em qualquer outra parte o adágio: “Há de tudo, como na farmácia”. Cidadãos respeitáveis, outros nem tanto, trabalhadores e ociosos, solidários e indiferentes. Nem todos portadores de qualidades, os defeitos também por aqui assentam arraiais.
O normal. Descobrir qual a maior virtude da nossa gente é missão impossível: os figueirenses são bairristas, como está provado com o inconformismo dos que se viram despojados das suas freguesias.
Os lisboetas também o são, os do Norte upa, upa… Somos amáveis e acolhedores como os alentejanos e os beirões. Queremos o melhor para a nossa terra e talvez por isso por vezes acontece alguma subserviência, principalmente perante estrangeiros
Na Figueira cozinham-se coisas deliciosas, um chamariz, em Setúbal também, no Minho idem. Talvez a nossa maior qualidade mesmo seja amarmos esta terra, apesar dos maus tratos que lhe infligem, apesar das suas insuficiências.


