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Opinião: Quem perde um boi e encontra um corno, já não é mau!

07 de às 10h45
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Há alturas que, com tantos e tão bons factos para comentar, porque não voltar, ainda que por momentos, às reflexões que tantas e tantas saudades me deixaram?
Comecemos então por Coimbra e sua região, voltando-me depois mais para sul onde a rapaziada anda toda excitada na política como no futebol!
A política passou para segundo plano após a chegada do Di Maria a Lisboa para vir acabar a carreira no Benfica.
Nem o relatório da CPI ao caso TAP – já se percebeu que o elefante pariu um rato – obteve tantas horas de emissão e directos.
Ele é a chegada a Tires, ele é a saída do avião – julgo que do próprio – ele é o passeio pelo aeródromo até entrar na “preta” – falo da carrinha – que o levou até ao Estádio da Luz, os acenos, os sorrisos, tipo – “passa a massa! – até, isto deduzo porque não vi, chutar umas bolas para a bancada! E dirão os benfiquistas; “para a bancada é agora, porque depois é para bater na rede, e de frente”, porque vens ganhar bem para isso!
Com tanta conversa lá se iam indo as reflexões!
AAC.OAF – o Presidente concedeu uma longa entrevista a um diário da cidade e o treinador uma outra a um outro diário também da cidade. Ainda não percebi se uma e outra são boas ou más. O que eu sei, é que a Académica.oaf tem de ficar nos 4 primeiros lugares por duas razões óbvias: a primeira – para quem for mais ambicioso – porque o desejo é subir de divisão porque esta 3ª Liga é irritante e, a segunda – para quem o for menos – porque assim já não desce de divisão.
Para mim, porque sou ambicioso, gostaria que subisse de divisão, mas, se tal não for possível e como um ditado bem o reflecte, “quem perde um boi e encontra um corno, já não é mau!
COLDPLAY – Como os meus mais próximos sabem, sempre fui a favor da realização de grandes eventos em Coimbra. A pequenez e a tacanhez nunca foram boas conselheiras. Confiando, e eu confio sem necessitar de contraditório, foi demonstrado que existiu um movimento de 360 milhões de euros nesses 4 dias. Lucro evidente em vários domínios!
CPI/TAP – Finalmente acabou o entretenimento. Há quem afirme, hoje, que os portugueses acompanharam a Comissão de Inquérito à TAP e sabem que o relatório está feito “à medida” do governo.
Em primeiro lugar, a grande maioria dos portugueses não acompanhou a CPI durante todo o tempo porque, a partir de uma certa altura já ninguém percebia nada daquilo. Em segundo lugar, porque os portugueses não fazem a mínima ideia do que trata o relatório, muito menos o lerão e pior…o entenderão! Farão, exactamente como eu, irão ouvir o que cada um tem a dizer e “voltará tudo ao seu lugar após a banda passar”!
Percebam por uma vez que, a grande maioria dos portugueses está preocupada com o seu dia a dia e pouco mais. Os portugueses dão importância às questões da educação – que mal está a Instituição Escola – às questões da saúde, já que ninguém entende o que está em causa dada a “caldeirada discursiva que por aí vai grassando”, aos problemas da justiça – porque não um Serviço Nacional de Justiça? – ao “passeio” pelos supermercados analisando o que se pode comprar com os parcos euros que recebem…e pouco mais!
SAÚDE – Já que falamos em saúde, valerá a pena que o Estado olhe para os problemas com o “esqueleto” da malta… mais nova e mais velha. À parte o cancro e os problemas associados ao coração é o que leva mais dinheiro ao SNS.
Valerá a pena investir no desporto escolar, num planeamento sério para o futuro da saúde dos portugueses. Claro que isto é desagradável para quem “vive do tratamento”, porque é mais difícil defender a prevenção.
Um Estado poupado percebe que, “governar, é prever e prover”!
EDUCAÇÃO – Estamos a um pequeno passo da gestão das escolas públicas passe a privada. Durante anos inventou-se a gestão democrática das escolas, depois o sistema que ainda agora pontifica. Ambas, percebe-se agora – quem não terá percebido antes! – foram um enorme flop.
Os sindicatos são os melhores aliados de quem está contra a Escola Pública. Em tempos que já lá vão e de má memória um ministro dizia; não há dinheiro – qual foi a “parte” que não entendeu?

 

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