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Opinião: SAD e provincianismo… não colam!

15 de às 11h10
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Confesso que pensei que os novos inquilinos do Bolão estavam completamente focados na “Liga 3”, aumentando a nossa natural esperança de uma nova época e não numa proposta de SAD.

A candidatura que perdeu as eleições do passado mês de Junho, apresentou aos associados uma proposta com “pés e cabeça” e não apenas uma proposta cheia de boas intenções.

A proposta de “sociedade anónima desportiva” passava também por uma intervenção diferente, de que desejava investir não só numa equipa de futebol, desculpem, num clube de futebol, mas também no desenvolvimento da nossa cidade, distrito e região.

O que me entusiasmou, foi o facto da responsável – norte americana – ter reunido com responsáveis da Universidade de Coimbra, leia-se Senhor Vice-Reitor e com a Câmara Municipal de Coimbra, leia-se, Senhor Presidente.

Achei absolutamente natural que alguém de outra nacionalidade – “como estamos perto apesar o Atlântico ser enorme” – tivesse percebido que a Académica.oaf não é apenas um clube de futebol, mas também e se calhar sobretudo, “a bandeira” de uma região.

Percebamos então, pensem comigo se fazem o favor, que a responsável percebeu que o Ensino Superior de Coimbra, tais como as unidades orgânicas do Instituto Politécnico de Coimbra forma dos, ou, os melhores técnicos de Portugal. É absolutamente credível tal facto – e eu não acompanhei a referida responsável, nem nunca com ela troquei uma palavra – dado que representa pessoas de grande capacidade financeira.

Ora, quem tem dinheiro para investir, só o vai fazer onde calcula e sabe que pode retirar retorno, investindo em pessoas – leia-se jovens acabados de formar – e naturalmente em meios de produção, naturalmente de ponta, que é o que Coimbra tem capacidade para ajudar a desenvolver.

Vi, ainda não há muitos dias, uma manifestação em Coimbra liderada pela Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, visando os responsáveis políticos por não encontrarem alternativas aos alunos acabados de formar. Trabalho que, acusam e bem, de não existir em Coimbra e, quando há, com baixos salários.

A Académica.oaf é um meio eficiente e eficaz para ajudar a que uma ideia dê origem a um pensamento, e juntos a uma acção!
Coimbra precisa de sair “daquela tutela” de quem acha que – porque não pensa! – que Coimbra não se deve libertar de um “provincianismo bacoco”!

Se tivéssemos recolhido o apoio dos associados, já muito estaria feito, porque tudo já estava planeado. Porque, como souberam, porque lhes foi enviado e explicado todo o processo que sustentava a SAD, embora a Académica.oaf tivesse descido à Liga 3.
Proposta de SAD elaborada, consciente, internacional, que nos e vos apontava para uma nova e renovada forma de gerir, de participar, de intervir, de desenvolver.

Era – e quem sabe se não será ainda possível – colocar a Académica.oaf num patamar diferente, com uma intervenção cívica que fez a delícia dos seus adeptos e do País, que nos recolocaria de novo, abraçados e aconchegados ao velho princípio que, “não somos, nem melhores nem piores, mas diferentes”!

Confesso que tive esperança que, após o Europeu de 2004, a Académica.oaf desse o salto decisivo, que nos tivesse colocado aos dias de hoje, pelo menos ao lado da equipa da cidade de Braga!

É minha convicção, direi mesmo certeza, que a proposta de SAD que propusemos e que entusiasticamente defendemos e defenderemos que, se tivesse sido aprovada o nosso futuro colectivo, clube e cidade, estariam muito diferentes num futuro muito próximo.

Coimbra, como a região e o País, precisam dos seus empresários, dos que dia após dia não se cansam de trabalhar e inovar. Mas precisamos todos, também, dos que, integrando-se na nossa sociedade, nos tragam formas diferentes de intervenção aprendendo mutuamente.

Será sempre dentro desta conjugação de esforços, num mundo globalizado, que aprenderemos.
Confrontar mais-valias será um desígnio de uma cidade, capital da cultura, da saúde, do desporto, da solidariedade.

E é por isso que futebol, deporto e empresas são indissociáveis – veja-se o exemplo da Europa de que Portugal faz parte – renovando-se, melhorando a sua relação, para em simultâneo atingir objectivo de topo.

É isso que desejo, é isso que quero…que todos impomos!

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