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Opinião: Situação da transformação digital da Europa em 2020-2021: Inquérito do Banco Europeu do Investimento

26 de às 11h33
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As tecnologias digitais avançadas, de um modo geral, estão associadas a grandezas económicas importantes tais como: investimento, produtividade e inovação. Estas variáveis, apesar de serem consideradas críticas, não foram, até agora, consideradas decisivas para que a União Europeia abrace rapidamente o potencial das tecnologias digitais, em ordem enfrentar os desafios inerentes à transformação digital.
O inquérito ao investimento efetuado pelo BEI, anual e único, investiga uma amostra de 13.500 empresas, repartidas pelos Estados membros da União Europeia e do Reino Unido, bem como dos Estados Unidos. Foi desenvolvido pelo departamento económico do BEI, cuja missão fundamental é facultar análises e estudos económicos para apoiar o banco nas suas operações e na definição do seu posicionamento estratégico e político. Outro atributo significativo da investigação é a sua consistência, dado efetuar as mesmas perguntas às empresas em 29 países, relativamente à implementação de tecnologias digitais nos seus negócios.
Em termos gerais, as empresas inquiridas pelo BEI Investment Survey (EIBIS), acreditam que a covid-19 irá incentivar e acelerar ainda mais a utilização das tecnologias digitais na Europa, mas que o fosso existente é muito amplo, dado que, em 2020, 37% das empresas na União Europeia ainda não tinham adotado nenhuma tecnologia digital avançada, enquanto que nos Estados Unidos e mesmo indicador era de 27%. Neste sentido, a Europa corre risco de se escudar nas trincheiras de follower da digitalização. De facto, existem países, na União Europeia, que estão na vanguarda da transformação digital, enquanto outros correm o risco de não acompanhar tempestivamente o processo de transformação digital, o que significa que os efeitos negativos, e, em geral, o crescimento da automação e da transição climática, em particular, não são distribuídos de forma proporcional e equitativa em todas as regiões. Para diminuir o gap com os Estados Unidos e permitir uma competitividade mais duradoura, a Europa deve acelerar o ritmo da inovação e adoção digital, concentrando-se em 3 elementos: desenho de um ecossistema facilitador mais impulsionador e ampliar estrategicamente o apoio financeiro a todos os países da Europa, medidas estas o que impõe a adoção de uma visão macro para equilibrar as assimetrias existentes no espeço europeu. De facto, as taxas de adoção digitais na União Europeia são mais baixas do que nos Estados Unidos. Complementarmente, verifica-se que a adoção de tecnologias avançadas é muito heterogénea entre os países da União Europeia, como evidencia a figura subsequente:

Em suma, o relatório balanceia o upgrade entre a perfilhação de tecnologias digitais com o impacto na União Europeia e nos Estados Unidos. Mostra que as empresas que implementaram as tecnologias digitais são mais inovadoras, dado evidenciarem práticas de corporate mais adequadas, crescerem mais rapidamente e remuneram melhor os seus recursos humanos. Com a digitalização afeta o investimento e a competitividade, esta problemática transforma-se numa questão política crítica. Como a disseminação de tecnologias digitais avança inevitavelmente com: a robótica avançada, a impressão 3.0, a inteligência artificial ou a Internet das coisas, acaba por afetar os mercados de trabalho e a produtividade das empresas, ou seja, o bem-estar dos trabalhadores e a posição estratégica de cada empresa, e necessariamente as políticas públicas.

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