Opinião: Sobre as últimas três décadas
Nos últimos 27 anos, mais que um quarto de século, o PS governou 20 e o PSD apenas 7.
E o PSD governou sempre em circunstâncias de emergência financeira.
De 2002 a 2004 teve que drenar o pântano deixado por António Guterres e entre 2011 e 2015 foi obrigado a governar com as amarras do programa da TROIKA, negociado pelo então PM José Sócrates.
A história demonstra à saciedade que o PS tem governado mal, deixando o país, de joelhos, a pedir ajuda internacional e que o PSD não teve oportunidade de governar com o seu próprio programa porque tem funcionado como o bombeiro de serviço aos fogos ateados pelo PS.
Ou seja, desde 1995 até agora o PS condicionou em absoluto a sociedade portuguesa, designadamente o desenvolvimento económico, não só pelos 20 anos em que governou, mas também, e sobretudo, porque os estragos que causou impuseram que os restantes 7 anos em que o PSD foi governo, fossem dedicados a reparar a gestão danosa deixada pela governação socialista.
E o resultado está à vista!
Portugal está na cauda da Europa, sendo ultrapassado por países que integraram a UE muito depois de nós e com condições objetivas mais adversas.
Numa análise perfunctória pelas diversas áreas, facilmente constatamos que, entre tantas outras, a Saúde, a Educação e a Justiça vão de mal a pior.
Na saúde, e a título de exemplo do muito mal que está o SNS, temos quase 1,3 milhões de cidadãos sem médico de família apesar das sucessivas promessas eleitorais de que ninguém iria ficar sem o “seu” médico de família.
É necessário investir e fazer a reforma dos cuidados de saúde primários, formando e contratando mais médicos especialistas em medicina geral e familiar.
A falta de acesso aos centros de saúde faz com que as urgências dos hospitais sejam entupidas com casos que, não só não são urgentes, como podiam e deviam ser tratados pelos centros de saúde, que têm que ser a porta de entrada dos utentes, ao invés dos hospitais, nomeadamente as urgências.
As listas de espera nas consultas e nas cirurgias são sem fim à vista e sobe, assustadoramente, o número de utentes que veem o seu estado de saúde agravar-se ou que até acabam mesmo por falecer, à espera de vez.
Na educação reina o caos.
Professores colocados nos antípodas da sua residência, turmas sem professores, pais que agridem (pasme-se!!) os professores, congelamento do tempo de serviço e das progressões, enfim, a enumeração dos problemas que grassam a educação é extensa.
E a coroar, mais uma medida típica do governo socialista: o nivelar por baixo, com o crescimento dos professores não profissionalizados e que só este ano já atingem os 30%.
A falta de respeito e reconhecimento por quem ensina as gerações futuras e a desconsideração inerente pela formação escolar destas é evidente.
Neste contexto, é preciso muita coragem e verdadeira vocação para abraçar a carreira docente, sendo o défice de candidatos um problema muito sério.
Na justiça, nem papel nos Tribunais há… também não há magistrados suficientes, principalmente do MP onde a falta é severa e, faltam mais de 1000 funcionários judiciais.
A função pública tem já greves convocadas, transversais a vários sectores profissionais.
O sector privado continua esmagado pelos impostos e contribuições.
E os nossos jovens são obrigados a emigrar…
Vem este artigo a propósito do legado desta governação que nos tem desgovernado, da efetiva diminuição das pensões, da péssima distribuição de subsídios e dos tais 125 € para tapar o sol com a peneira.
A minha atividade na semana passada
– Audição do Ministro da Administração Interna e da Ministra da Justiça no processo legislativo do OE;
– Reuni com diversas entidades e sindicatos no âmbito do OE.


