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Opinião: Sociedade de software

09 de às 19h52
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A gestão das empresas e das organizações é a espinha dorsal responsável por harmonizar, de forma eficiente e eficaz, o ambiente produtivo e colaborativo orientado para a criação e distribuição de valor. Para se atingir este objetivo social os softwares são as ferramentas indispensáveis para a otimização, automação e padronização de processos e integração de dados e de informações. Através deles é possível acompanhar e intensificar as metodologias, analisar os fatores chave de sucesso, fomentar a eficiência e eficácia e simplificar as rotinas da gestão. Além de integrarem a informação, são práticos e ágeis, e mensuram os resultados de uma forma descomplicada. De facto, não são mais do que uma centralização de dados e informações sobre todo o universo empresarial, e, complementarmente, assumem-se como as principais métricas para avaliar os desempenhos e os comportamentos.
Os responsáveis empresariais são responsáveis por gerir os recursos escassos e suscetíveis de emprego alternativo, utilizando, para isso, a tecnologia e os softwares. Estas ferramentas facilitam uma visão da empresa e ajudam o gestor a assumir o seu papel de tomador de decisões e de transformador da sociedade. Nas últimas décadas surgiu a importante tecnologia da Internet, que impactou no aparecimento e desenvolvimento dos softwares, que assumiram, irreversivelmente, um papel indispensável nas nossas vidas em sociedade. Adicionalmente, os softwares têm potencialidades para aperfeiçoar as outras ferramentas e dar um novo sentido a toda a tecnologia até hoje produzida. De facto, o seu contínuo desenvolvimento eleva a qualidade de vida na sociedade e a sua utilização cada vez mais intensiva, evita filas de espera, idas ao Banco, gastos com combustíveis, poupa tempo, o que permite aos seres humanos dedicar-se a outras atividades: lazer, cultura, desporto, leitura, etc.
Numa sociedade crescentemente integrada pela Internet, a linguagem universal que facilita a produção e a partilha de conhecimentos chama-se software, é considerada uma ferramenta indispensável e emblemática da sociedade da informação, e, segundo alguns, deve ser encarada como um bem público de acesso livre, graças tratar-se de uma linguagem universal. Neste sentido, deve ser desenvolvido e incentivado pelos governos, empresas e sociedade civil.
O conceito de livre acesso estimula a transferência de tecnologia, e, deste modo, os seus benefícios devem ser extensivos a todos e não privilégios de alguns. Requer-se assim a consolidação de uma conceção abrangente e flexível de propriedade intelectual, que fertilize a necessidade da sua proteção com o imperativo da universalização de acesso. Na era da informação, o desenvolvimento de software é uma das atividades mais valorizadas do mercado, assumindo a Internet e a computação um papel fundamental na nossa vida, por mérito do aparecimento de contínuas inovações tecnológicas que mudam continuamente a maneira de fazer determinadas tarefas. Quem não entender assim ficará inevitavelmente para trás.
Os softwares é um produto virtual, associado a um código, ou seja, instruções escritas com determinada linguagem de computação. São indispensáveis em sistemas computacionais, considerados conjuntos de hardwares capazes de processar as informações de um software.
A sociedade uniu-se à tecnologia, chefiada pela dupla computador e internet, e potenciou o processo de comunicação, troca de informações e interação entre os membros das comunidades virtuais e, como resultado, une-se num mundo feito, quase integralmente, de software, que é considerado o mais recente meio de armazenamento de conhecimento. Apesar de abstrato, é muito maleável (em relação a outros meios) e é executável. Codificado em bits, pode ser transferido, na era da informação, em fração de segundos, quase sem latência, para qualquer lugar do planeta e pode rodar nas mais diversificadas plataformas, desde um telemóvel a sistemas de controlo de automóveis, etc. A sociedade tem agora um novo local onde aparecem as tecnologias digitais – o chamado ciberespaço – e uma nova maneira de pensar – a cibercultura – criando-se deste modo um novo movimento social, onde a lógica tradicional é hipercontextual, não-linear e interativa e onde os utilizadores deixam de ser consumidores passivos e passam a contribuir ativamente para a produção de informação, aproveitando-se, assim, a inteligência coletiva. Melhor dizendo, o âmbito singular da revolução informacional é a aplicação do conhecimento e da informação na geração de novos conhecimentos e dispositivos de processamento da informação, de modo a formar um ciclo de realimentação continua. Assim, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta a ser empregada, para passar a ser um processo incessantemente desenvolvido e aperfeiçoado, utilizado e redefinido. Segundo Yochai Bender ( 2006 ) “a emergência da microeletrónica com a rede mundial, operacionalizada pelos softwares, tornou-se o mais revolucionário meio tecnológico da era da informação”. Esta problemática deu origem ao polarizado debate, ainda não resolvido, entre o software livre e o software proprietário, defendendo os apologistas da primeira corrente os valores da liberdade e solidariedade, e os da segunda os ideais liberais clássicos e capitalistas que acreditam ser o mais eficiente e potente mecanismo económico existente.

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