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Opinião – TAP

15 de às 13h47
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A TAP é apenas mais um exemplo do que corre mal num país excessivamente centralizado.
O modelo de governação instituído para uma eficaz implementação do plano de reestruturação era claro e adequado.
Previa uma intervenção estratégica e esporádica do principal acionista – o Estado.
Pelo que decorre hoje das três principais audições na Comissão de Inquérito Parlamentar, rapidamente o círculo se fechou sobre a CEO e o Ministério das Infraestruturas e Habitação, leia-se Pedro Nuno Santos e o seu SE, Hugo Mendes.
Em detrimento do Chairman e dos restantes membros do Conselho de Administração e, sobretudo, da tutela das finanças.
Só um Estado centralizado age desta forma. Dando-se a liberdade de restringir o círculo do poder. Ou, o que talvez ainda seja pior, gerindo essa restrição equívoca a seu favor.
Parece ter sido essa a postura do Ministro das Finanças. Ao dar a corda toda a Pedro Nuno Santos transformou-o no bode expiatório e garantiu para si a conveniente reserva de ignorância sobre processos e decisões.
Tudo permitido pela atmosfera rarefeita do Terreiro do Paço onde poucos fazem perguntas e todos se conhecem.
Prova-o a lista das sociedades de advogados que referidas nas audições assessoraram a CEO a ex- CFO e o Chairman. Todas de Lisboa.
Ou então a origem dos membros da presidência da CRESAP, organismo que tem como obrigação escolher os melhores e mais bem preparados. Todos de Lisboa.
Ora como Lisboa não é Nova Iorque, é lícito assumir que todos se conhecem.
Talvez um regime de quotas territoriais para a provisão de cargos públicos fizesse sentido.
Só por obrigação olhariam para o resto do país. Mas talvez essa diversidade territorial ajudasse a quebrar esta endogamia que , ao que vemos, rapidamente se transforma em autofagia.

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