Opinião: Tavarede deveria ter um museu do teatro?
SIM! Trata-se de um reconhecimento merecido à arte, à cultura e a quem se dedicou e dedica de corpo e alma à sua preservação. Comummente conhecida por terra de cavadores e de gente da lavoura, Tavarede tem uma fascinante capacidade de conservar as suas tradições e os seus costumes através do associativismo. Mas essa vaidade cultural que Tavarede ostenta no seu ADN tem como ex-libris o teatro.
E se é certo que várias colectividades e movimentos associativos ainda o dinamizam, a sua casa é indubitavelmente a SIT (Sociedade de Instrução Tavaredense) e o seu mestre José Ribeiro. Diz-nos a história que a instrução e a partilha do gosto pela arte cénica resultam de uma sinergia existente entre estas duas respeitosas entidades.
A disciplina, a constante busca pelo conhecimento e a valorização do ser, nas suas vertentes educacionais, culturais e sociais, levaram ao amplo reconhecimento de Tavarede como a capital regional do teatro amador. Destarte, pela importância que o teatro assume para as gentes da terra, pelo que representa o Mestre José Ribeiro no panorama teatral popular e amador, com o condigno reconhecimento nacional, bem como o prestígio cultural alcançado pela freguesia, torna-se justa e devida a criação de um Museu do Teatro em Tavarede.
Não só – mas essencialmente – em memória de todos os que se dedicaram genuinamente à arte de Talma, mas também como forma de valorizar o esforço hercúleo de todos os homens e mulheres que ainda levam a obra adiante, contra ventos e marés, recusando fechar o livro das memórias e dar por terminada esta história secular.


