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Opinião: Turismo para todos!

13 de às 15h16
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A partir do título acima importa desde já esclarecer o leitor que este artigo, em duas partes, pois concluirei em próxima edição, não é mais um a enaltecer as virtudes da atividade turística ou a desejar que o turismo continue a crescer exponencialmente ano após ano. É, sim, a apresentação ao leitor de uma das vertentes do turismo relacionada com a cidadania, em sociedades e economias evoluídas, prestadoras de uma atenção especial a todos os seus cidadãos. Refiro-me àquilo que a ciência do turismo designa por Turismo Acessível. E o que é que este conceito quer dizer? Por Turismo Acessível entende-se planeamento, organização e operação da atividade turística que prevejam a inclusão de cidadãos com mobilidade reduzida (cujo exemplo mais comum é a utilização de uma cadeira de rodas), limitações sensoriais e/ou intelectuais (cegueira ou baixa visão, surdez, perturbações da fala, paralisia cerebral, doenças do envelhecimento, entre outras). Já se percebeu por esta altura que se trata de um Turismo Inclusivo, conceito também comummente usado quando nos queremos referir ao Turismo para Todos ou Turismo Acessível. Um tema apaixonante(!), mais vasto e complexo do que se possa pensar inicialmente.
Qualquer sociedade deve ter como imperativo moral e ético o direito de acesso de todos os cidadãos a todos os serviços disponíveis, sejam estes promovidos por entidades públicas ou privadas. Aqui centramo-nos na atividade turística e no que a mesma pode e deve contribuir para o cumprimento do imperativo moral e ético atrás enunciado, quando qualquer cidadão procura aceder a equipamentos e serviços hoteleiros, de restauração, de animação turística e lazer. No mundo ocidental e moderno, também por força da lei e não apenas por evolução natural de valores civilizacionais, a preocupação com este tema nas últimas décadas tem sido considerável e tem conhecido um desenvolvimento prático notável. Privilegiou-se, numa primeira instância, questões estruturais e infraestruturais para a eliminação de barreiras físicas em edifícios, arruamentos, equipamentos urbanos diversos, passando-se posteriormente para o desenvolvimento de produtos e ajudas técnicas para o acesso a determinados momentos de lazer, sendo as mais conhecidas, e até icónicas, o “Tiralô” (cadeira adaptada para permitir o acesso a banhos de mar a pessoas com mobilidade reduzida) e a “Joellete” (outra cadeira adaptada, esta destinada a permitir caminhadas todo o terreno também a pessoas com mobilidade condicionada, sendo este equipamento muitas vezes provido de uma pequena motorização para facilitar, nomeadamente aos acompanhantes que transportam a cadeira, ultrapassar trilhos íngremes ou desnivelados).
Na segunda parte deste artigo abordaremos o papel do Design Universal e do Atendimento e Serviço Hoteleiros no âmbito do Turismo Acessível.

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