Opinião: Um país mais competitivo e uma política salarial mais justa
As políticas socialistas dos últimos anos têm levado ao empobrecimento do país. Vários países com os quais competimos, incluindo alguns da antiga URSS, tem-nos ultrapassado no desempenho económico. O último foi a Roménia.
Portugal registou em 2022 o défice comercial mais elevado desde que há registos, divulgou recentemente o INE. O défice da balança comercial atingiu 30.783 milhões de euros em 2022. Face a 2021, existiu um aumento de 11.256 milhões de euros, o que significou um decréscimo de 4,7 pontos percentuais na taxa de cobertura. Tivemos uma taxa de cobertura de apenas 71,8% em 2022, o nível mais baixo desde 2011.
Significa que o valor que recebemos das nossas exportações, foi bastante inferior ao que recebemos das nossas importações.
Ao mesmo tempo que vimos os nossos indicadores económicos a piorar comparativamente com outros países, vimos os nossos níveis de pobreza a agravarem-se. Para que o país possa redistribuir riqueza tem de a criar. Mas para além disso tem de existir maior justiça na distribuição de rendimentos. Maior justiça, não se consegue a nivelar por baixo. Nem a criar condições que fomentem a existência de prémios e remunerações obscenas em algumas empresas publicas e também nas privadas.
A opção do governo tem sido subir o salário mínimo, sem permitir que os salários da classe média tenham a devida atualização. Este esmagamento por baixo tem agravado o nível de vida de uma classe sobrecarregada com impostos. Nas IPSS e Misericórdias quase 70% dos colaboradores já ganham o salário mínimo. Estas instituições prestam um serviço ao Estado, mas como o governo não tem atualizado o valor dos acordos em sintonia com o aumento do custo de vida, as Instituições vêm agravar a sua situação económica e a sua tabela salarial continua muito baixa. A diferença entre o salário de um técnico superior e o de um colaborador quase sem habilitações em inicio de carreira é cada vez menor. Trabalhadores com vários anos de experiencia e formação passaram a estar ao nível de quem começa. Gestores e colaboradores desmotivam. Resta-lhes a bondade e o desejo de fazer bem a quem mais precisa.
Em contrapartida, as pessoas são confrontadas com noticias que evidenciam os erros do governo na gestão de alguns processos como foi o caso da TAP. Alexandra Reis recebeu uma indemnização de meio milhão de euros pela sua saída da TAP e a CEO da empresa arrisca-se a receber um bónus de 3 milhões de euros.
Para já não falar dos salários obscenos de alguns gestores de empresas privadas, que ganham numa semana o que a media dos trabalhadores dessas empresas ganha num ano. Uma empresa de sucesso precisa de bons gestores. Mas os gestores só conseguem fazer um bom trabalho se os colaboradores também trabalharem com motivação.
Enquanto que no setor social, quase não existe diferença entre os salários das pessoas mais qualificadas e as com menor qualificação. Em algumas empresas cotadas na bolsa portuguesa a remuneração dos gestores já era em 2019 de cinquenta e duas vezes superior á remuneração dos seus trabalhadores e os dados indicam que atualmente ainda é pior.
Estes dois exemplos que escolhi evidenciam o erro das politicas socialistas, que um governo de maioria tem obrigação e condições para corrigir.
Nas Instituições Sociais urge que o governo faça um levantamento dos custos necessários á realização do serviço e que pague com justiça e transparência. No caso das empresas publicas e das empresas privadas, cotadas em bolsa, tem de criar mecanismos que desincentivem a existência de tão grandes leques salariais.
A competitividade das empresas e por conseguinte do país, carece de politicas que premeiem o mérito e a justiça. Precisamos urgentemente de melhorar a nossa competitividade e o saldo da nossa Balança Comercial. As injustiças alimentam o populismo e os movimentos radicais. Com radicalismo nenhum país cresce.
A minha actividade durante a semana passada
Diversas audições em Comissões e Grupo de Trabalho; Plenários; contactos com o Território.


