Opinião: “Que propõe para promover o arrendamento de habitação acessível?”
O concelho e particularmente a cidade têm muitas carências a nível de fogos disponíveis a preços compatíveis com as bolsas desgraçadamente cada dia mais magras. A situação nunca foi favorável para quem tem menos recursos: a também desgraçada Lei de Murphy: o que tem de dar errado, dará! Ou, numa versão quiçá mais inteligível porque pictórica: o pão dos pobres quando cai é sempre com a manteiga para baixo! No actual contexto tudo tenderá a complicar-se. Sempre para os mesmos: os socialmente vulneráveis. A Constituição da República Portuguesa estabelece a habitação como um direito mas à semelhança de outros seus requisitos e de grande parte dos direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, pouco tem sido feito no sentido da sua garantia a todos os cidadãos. Há pouco tive a oportunidade de em sede própria, opinar sobre esta matéria candente. Aventei que fossem requalificadas as habitações da Vila Mota, ali mesmo ao lado de Quinhendros e dentro do perímetro deste concelho. Absurdo que esses fogos devolutos há tanto continuem a degradar-se sem préstimo algum. Famílias poderiam vir a ser aí alojadas pagando rendas acessíveis. Claro que, concomitantemente, teria de ser resolvida a revelha questão dos transportes que se mantêm paupérrimos. Inexistentes, diria. Também disso falei na altura. Demolições em cursos: “aproveitarão” do facto os que necessitam de casa?!

