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Opinião: Saber o que não querem!

10 de às 14h18
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Quando se aproximam as férias de Verão, vulgo férias grandes em que a dita classe política vai a banhos – e para que o esquecimento não seja uma norma, e ao mesmo tempo, alimentar uma maralha, ela já de memória curta, tentam-se inventar “casos e factos – que é diferente – políticos” para tentar que perdurem até Setembro.
Só que nesta fase do mundo – em que o mundo respira que não de alívio – outros valores mais altos se levantam – alevantam? – que contrariam toda esta lógica.
A maralha está cansada da guerra e agora aponta a sua atenção para as ameaças que pairam sobre as suas cabeças.
Quanto mais vai pagar pelo empréstimo da casa, como vai resolver o problema do automóvel pago a prestações, vá lá, vá lá, que os Avós já podem “aguentar” as criancinhas e assim poupam no pagamento dos tempos livres, a que título a família tira uns dias de férias fora de casa e como paga as despesas inerentes, etc.
Para agravar a situação, ainda agora estão a acabar as aulas e já aparece o horizonte negro do início do ano lectivo.
Com estas e todas as outras preocupações, será que os portugueses querem “saber” os problemas do Porto com a Associação Nacional de Municípios e a descentralização, da entrevista do Professor Cavaco Silva e a sua opinião, péssima como nos habituou noutras dimensões, sobre a regionalização, da interrupção voluntária da gravidez e as suas implicações nas mulheres e nas famílias, sobre o flop, sim, flop, que está a ser a descentralização inconsequente e atabalhoada, como se previa, etc, etc, etc?
Mais grave ainda, porque a democracia se faz com partidos políticos e nunca contra eles, alguém se preocupou, a não ser os próprios, com a eleição de Luís Montenegro e o seu papel fundamental, diga-se, para uma oposição clara que determine um diálogo construtivo e um futuro diferente?
Além do êxito das visitas de Estado de António Costa a Kiev e a outras capitais europeias, capitalizando apoio político a Portugal e às suas opiniões, quantos se dedicam ao estudo e ao trabalho da investigação política e sua comunicação? Zero!
Ao da casa cor de rosa já nem eu me refiro. Só ele é ainda não percebeu que já não existe!
Bom. Mas há coisas a que a maralha presta atenção. E ainda bem. Porque pode-se não estar vivo para muito, pode-se estar moribundo para pouco, mas deve-se estar “vivinho da silva” para o que pode determinar o seu futuro colectivo.
A saber; a entrevista do Vieira e saber se os benfiquistas o vão expulsar de associado – infelizes, direi eu, que nem quem respeitam lhes deu títulos ainda sem ser condenado – faria se já o tivesse sido! – ; a prisão de alguns adeptos de uma claque portista por actos que a justiça e a sociedade não permitem, as palavras mais do que vigorosas, insultuosas, de Frederico Varandas acerca do Presidente portistas…
Mas haverá mais, muito mais, factos que, esses sim poderão determinar o nosso futuro colectivo enquanto cidadãos de uma Europa que se quer e deseja unida e forte, a debater-se com uma guerra infame dirigida por um infame, contra líderes europeus a quem entregámos as nossa vidas como se fossem um primor de inteligência, mas que demonstraram não passar de analfabetos funcionais, porque nunca perceberam que à “cobra, Putin, não se podia dar leite, mas cortar a cabeça”!
Vamos ver, meu concidadão, e perceber se percebem, se sabem,…“poder não saber o que querem, mas saber exactamente o que não querem”!

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